Programas de TV aos domingo, Luciano Huck e Domingo legal se tornam monótonos

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Programas De Tv Aos Domingo, Luciano Huck E Domingo Legal Se Tornam Monótonos

No Brasil, muito se observa a longa data que aos domingos os programas de TV pelo período da tarde não estão mais agradando o público. Tudo é sempre igual, só muda literalmente o canal e os apresentadores, não há nada de diferentes que realmente as pessoas queiram assistir de fato.

O formato tradicional dos programas de auditório dominicais, pilares da televisão aberta brasileira, — que na década de 90 fazia muito sucesso e todos em casa se reuniram para ver, tem sido alvo de crescentes críticas nas redes sociais e em análises de público. Especialmente o “Domingão com Huck” (TV Globo) e o “Domingo Legal” (SBT), apresentados por Luciano Huck e Celso Portiolli, respectivamente, têm sido apontados como “chatos” e “monótonos” por uma parcela significativa dos telespectadores.

Apesar de manterem bons índices de audiência, a percepção de falta de inovação e repetição de quadros estaria gerando uma queda no engajamento do público, que busca conteúdo mais dinâmico e diversificado.

Luciano Huck e Domingo legal mantém formatos genéricos

A principal crítica direcionada a ambos os programas reside na rigidez de seus formatos.

  • “Domingão com Huck”: O programa é frequentemente criticado por se apoiar excessivamente em quadros de emoção, como reconciliações e histórias de superação, e em competições de dança ou canto que se estendem por muitas semanas. O público sente falta da imprevisibilidade e do apelo mais popular que marcou o início da carreira do apresentador.
  • “Domingo Legal”: Embora o programa de Celso Portiolli mantenha o sucesso do “Passa ou Repassa”, um clássico que resiste ao tempo, os demais quadros são vistos como genéricos. A repetição exaustiva de jogos e entrevistas que pouco agregam ao entretenimento atualizado é um ponto de desinteresse.

Concorrência do digital acentua a crise

A “fadiga dominical” também é reflexo direto da concorrência acirrada com as plataformas de streaming e mídias sociais.

Enquanto o digital oferece conteúdo personalizado, sob demanda e com ritmo acelerado, os programas dominicais insistem em uma fórmula lenta e previsível. Isso afasta o público mais jovem e até mesmo o público que busca algo além da nostalgia.

A aposta constante no apelo emocional e nas dinâmicas de “faz de conta” já não ressoa com a mesma força em uma audiência habituada à autenticidade e à rápida sucessão de temas das redes.

E como fica ?

Para manterem sua relevância e faturamento, os programas precisam urgentemente encontrar um equilíbrio entre a fidelidade do público tradicional e a necessidade de atrair a nova geração de telespectadores. A pressão aumenta para que as emissoras invistam em novos formatos, quadros inusitados e maior interação com o conteúdo digital, sob o risco de verem seu domínio no domingo se esvair.