Justiça decreta prisão de babá suspeita de agredir bebê em Sorocaba; mulher é considerada foragida

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A Polícia Civil de Sorocaba intensificou as buscas por uma mulher suspeita de agredir um bebê de apenas um ano e dois meses. A Justiça decretou a prisão temporária da investigada após pedido da corporação, que lidera o inquérito. No entanto, ao tentarem cumprir o mandado, os agentes encontraram o imóvel da suspeita vazio; vizinhos afirmam que ela não é vista no local há dias.

Entenda o caso

O crime veio à tona no dia 11 de abril, quando o bebê deu entrada no Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS) apresentando um quadro grave de traumatismo cranioencefálico.

Segundo o boletim de ocorrência:

  • A mãe da criança havia viajado e deixado seus filhos sob os cuidados da babá, no bairro Brigadeiro Tobias, entre os dias 6 e 11 de abril.
  • No dia da internação, a cuidadora chegou a enviar fotos das crianças, mas horas depois informou que o bebê havia desmaiado.
  • O relatório médico revelou uma realidade alarmante: a criança apresentava múltiplos hematomas e sangramento intracraniano, sinais incompatíveis com um simples acidente doméstico.

Suspeitas e divergências

A babá alegou inicialmente que o menino havia tropeçado, justificando um hematoma na testa visto em fotos dias antes. Contudo, a equipe médica do CHS suspeitou da versão, afirmando que as lesões não pareciam recentes nem condizentes com uma queda comum. O Conselho Tutelar foi acionado imediatamente.

Atualmente, o caso é investigado como maus-tratos com lesão corporal grave. O bebê segue internado na UTI pediátrica, sob observação constante devido à oscilação no nível de consciência.

O que diz a defesa

Em nota emitida anteriormente, os advogados da babá negaram categoricamente as acusações, classificando-as como “infundadas”. A defesa sustenta que a profissional sempre agiu com responsabilidade e que provará a ausência de qualquer conduta ilícita.

Alegaram ainda que a cliente vinha sofrendo ameaças e que, apesar de não ter sido encontrada em seu endereço recente, ela estaria “à disposição da Justiça” para esclarecer os fatos.

Diligências continuam: A Polícia Civil solicita que qualquer informação sobre o paradeiro da investigada seja comunicada via canais oficiais de denúncia.