
No bairro Vila Barreto, em Mairinque, moradores que mantêm hortas e plantações diversas estão desistindo do cultivo devido a um problema crônico: a presença constante de usuários de drogas e a falta de policiamento.
As plantações, cultivadas há anos por voluntários, não apenas embelezam o bairro, mas também beneficiam a comunidade com doações. No entanto, o esforço dos moradores tem sido alvo de vandalismo. Usuários de entorpecentes que perambulam pela região estão “depenando” e danificando as hortas, o que compromete o ciclo de colheita de hortaliças e frutas.
Agravamento e abandono
Recentemente, a situação tornou-se insustentável. O que antes eram danos esporádicos, agora ocorrem diariamente. Os moradores ressaltam que muitas dessas áreas eram, anteriormente, terrenos baldios repletos de mato e usados para descarte irregular de entulho e lixo doméstico. A iniciativa popular transformou esses locais, dando uma nova face ao bairro, mas a continuidade do projeto tornou-se inviável.
Para quem planta, o sentimento hoje é de tristeza. Além do prejuízo material, há uma forte sensação de desamparo por parte do poder público. Relatos indicam que as viaturas da Guarda Civil Municipal (GCM) e da Polícia Militar deixaram de realizar patrulhamento na Vila Barreto nas últimas semanas, deixando a segurança local precária.
Decisão de encerrar as atividades
Diante do cenário, a decisão da maioria é desativar as hortas, tanto em espaços particulares quanto nas áreas recuperadas.
“Os moradores buscam amenizar os problemas do bairro e contribuir com o desenvolvimento urbano sustentável, mas o poder público não oferece suporte. Não temos policiamento há semanas, o que agravou o problema. Já buscamos o prefeito e não recebemos a atenção devida; o jeito é desistir”, desabafou uma moradora que preferiu não se identificar.
Com o fim das hortas, o receio da vizinhança é que os locais voltem a acumular lixo e entulho, retrocedendo os avanços conquistados pela própria comunidade.

Jornalista com mais de 9 anos de experiência, estudou na faculdade ESACM, e trabalhou no jornal impressos O Democrata, com circulação na região de São Roque, interior de São Paulo, bem como trabalhou na televisão, na REDETV em Osasco, sendo produtor do RedeTV News, trabalhou por um período no São Roque Notícias em 2011, e fundou o popular jornal Correio do Interior em 2016. Em 2020 tornou-se correspondente do Metrópoles no interior de São Paulo. Ainda em 2020 foi convidado pelo Google Brasil a participar do Google News Initiative (GNI) para aprimorar-se em boas práticas do jornalismo digital. Como jornalista é especialista em assuntos de vagas de trabalho, noticias locais e conteúdos de editoria regional e policial.




