
Uma operação de fiscalização resultou na prisão em flagrante do gerente de um posto de combustíveis localizado no bairro Jardim Minda, em Hortolândia, no interior de São Paulo. A ação, que ocorreu após a abertura de um inquérito policial, confirmou que o estabelecimento comercializava combustível adulterado, lesando motoristas da região.
A força-tarefa mobilizou equipes da Polícia Civil e agentes de fiscalização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Combustível “batizado” com água
Durante a vistoria no posto, localizado na Rua Nossa Senhora do Carmo, os técnicos da ANP realizaram testes químicos imediatos nos produtos que estavam disponíveis para a venda. O principal foco de irregularidade foi encontrado nos bicos de etanol.
De acordo com o relatório técnico da agência reguladora, o combustível analisado apresentou um teor alcoólico de apenas 88,8%. Por norma federal, o mínimo exigido para comercialização é de 92,5%.
“O teor alcoólico foi encontrado muito abaixo do mínimo estabelecido. Essa diferença gritante indica diretamente que o combustível estava sendo diluído, principalmente com o uso de água”, explicou Jorge Daroz, agente de fiscalização da ANP.
Bombas lacradas e amostras para a Unicamp
Diante do crime flagrante contra as relações de consumo, as autoridades agiram imediatamente para interromper a atividade do posto:
- Seis bicos de etanol (distribuídos em três bombas diferentes) foram lacrados;
- Um tanque completo de armazenamento foi interditado para impedir novas vendas.
Amostras do líquido adulterado foram coletadas e lacradas pela equipe pericial. Elas serão encaminhadas oficialmente ao laboratório da Central Analítica da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), onde passarão por exames químicos detalhados que farão parte do laudo final do inquérito.
Prisão e punição
O gerente do estabelecimento, cuja identidade não foi divulgada, recebeu voz de prisão no próprio local. Ele foi conduzido pelos policiais civis até a Delegacia de Polícia de Hortolândia para prestar depoimento e formalizar a ocorrência.
Segundo as autoridades responsáveis, ele deve responder formalmente por crime contra o consumidor e contra a ordem econômica. O estabelecimento, que já estava sob a mira de investigações em andamento, pode sofrer multas severas e a cassação definitiva da licença de funcionamento caso as irregularidades sejam referendadas pela ANP ao término do processo.
Para entender melhor como as autoridades realizam esse tipo de ação prática, você pode assistir à reportagem sobre como um Gerente de posto foi preso por suspeita de adulteração de gasolina, mostrando os bastidores da fiscalização e o momento da autuação.
Jornalista com mais de 9 anos de experiência, estudou na faculdade ESACM, e trabalhou no jornal impressos O Democrata, com circulação na região de São Roque, interior de São Paulo, bem como trabalhou na televisão, na REDETV em Osasco, sendo produtor do RedeTV News, trabalhou por um período no São Roque Notícias em 2011, e fundou o popular jornal Correio do Interior em 2016. Em 2020 tornou-se correspondente do Metrópoles no interior de São Paulo. Ainda em 2020 foi convidado pelo Google Brasil a participar do Google News Initiative (GNI) para aprimorar-se em boas práticas do jornalismo digital. Como jornalista é especialista em assuntos de vagas de trabalho, noticias locais e conteúdos de editoria regional e policial.


