
O vice-governador de São Paulo, Felício Ramuth, está sob investigação por suposta lavagem de dinheiro, de acordo com um relatório da Unidade de Inteligência Financeira de Andorra. As autoridades do principado europeu apontam a suspeita de que Ramuth e sua esposa, Vanessa, estão envolvidos em transações financeiras suspeitas que totalizam US$ 1,6 milhão. O caso tem gerado grande interesse público, especialmente devido à proximidade das eleições estaduais, nas quais Ramuth é um dos nomes mais cotados para compor a chapa à reeleição do governador Tarcísio de Freitas.
Contexto da Investigação
O caso veio à tona quando Felício Ramuth viajou para Andorra em outubro de 2025 para prestar depoimento às autoridades locais. A investigação gira em torno de movimentações financeiras que teriam sido realizadas através de uma conta no AndBank, em Andorra. As movimentações estão ligadas à Visio Corporation LTD S.A., uma offshore registrada no Panamá em nome de Vanessa, esposa de Ramuth. O montante em questão, US$ 1,6 milhão, teria sido transferido de contas vinculadas a esta empresa.
Andorra, localizada entre França e Espanha, é conhecida por sua baixa tributação e já foi considerada um paraíso fiscal, atraindo investidores globais. A falta de comprovação da origem do dinheiro levantou suspeitas de “delito grave de branqueamento de capitais”, conforme o relatório obtido pelo portal Metrópoles.
Em resposta às acusações, Felício Ramuth declarou ao Metrópoles que a origem dos recursos foi devidamente comprovada perante a Justiça de Andorra. Ele enfatizou que a empresa panamenha foi declarada por sua esposa à Receita Federal no Brasil, o que, segundo ele, demonstraria transparência nas operações financeiras do casal.
Ramuth também destacou que as acusações surgem em um momento delicado, às vésperas de uma disputa eleitoral, e que confia na justiça para esclarecer os fatos. “Todos os nossos investimentos e movimentações financeiras estão dentro da legalidade e foram devidamente informados às autoridades competentes”, afirmou o vice-governador.
O envolvimento de Felício Ramuth em uma investigação internacional de lavagem de dinheiro ocorre em um contexto político sensível. Ele é amplamente considerado o nome mais forte para ser o vice na chapa de Tarcísio de Freitas, que busca a reeleição pelo partido Republicanos.
O governador Tarcísio de Freitas ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso. No entanto, sua administração, que se orgulha de um discurso de integridade e eficiência, pode enfrentar pressões adicionais para esclarecer as acusações que recaem sobre seu vice.
Analistas políticos sugerem que a investigação pode ter impacto significativo nas eleições estaduais. Embora Ramuth tenha afirmado que as acusações não afetarão sua candidatura, a situação pode ser explorada por oponentes políticos como uma falha ética ou um ponto de vulnerabilidade da atual administração.
Repercussão
A notícia da investigação foi amplamente divulgada e tem sido acompanhada com interesse tanto no Brasil quanto internacionalmente. A atenção dada ao caso reflete não apenas a seriedade das alegações, mas também a importância política de Ramuth na cena estadual.
Enquanto isso, as autoridades de Andorra continuam a investigar o caso. Não há ainda um cronograma claro sobre quando uma decisão final pode ser esperada, mas o desenrolar da investigação será crucial para determinar o futuro político de Felício Ramuth e, potencialmente, a estratégia eleitoral de Tarcísio de Freitas.
O caso ressalta a complexidade das questões de lavagem de dinheiro em um mundo globalizado, onde jurisdições com diferentes regimes fiscais podem ser usadas para movimentações financeiras suspeitas. O desfecho dessa investigação poderá ter implicações não apenas para os envolvidos diretamente, mas também para a forma como são conduzidas as campanhas políticas em São Paulo.
Em resumo, enquanto Felício Ramuth luta para limpar seu nome, o caso serve como um lembrete das complexas interseções entre política e finanças, e como estas podem influenciar o cenário eleitoral. A evolução dessa investigação será acompanhada de perto por eleitores e analistas, ansiosos para ver como isso afetará o panorama político de São Paulo.

Jornalista com mais de 9 anos de experiência, estudou na faculdade ESACM, e trabalhou no jornal impressos O Democrata, com circulação na região de São Roque, interior de São Paulo, bem como trabalhou na televisão, na REDETV em Osasco, sendo produtor do RedeTV News, trabalhou por um período no São Roque Notícias em 2011, e fundou o popular jornal Correio do Interior em 2016. Em 2020 tornou-se correspondente do Metrópoles no interior de São Paulo. Ainda em 2020 foi convidado pelo Google Brasil a participar do Google News Initiative (GNI) para aprimorar-se em boas práticas do jornalismo digital. Como jornalista é especialista em assuntos de vagas de trabalho, noticias locais e conteúdos de editoria regional e policial.







