
Em uma decisão que destaca os limites legais da paternidade, a 1ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) manteve a condenação de um homem que registrou indevidamente uma criança como sua filha.
O homem, que estava preso na época do nascimento, registrou a menina não sendo seu pai biológico, com um objetivo específico: garantir visitas na unidade prisional. A estratégia, no entanto, foi considerada juridicamente fraudulenta pela corte.
A desembargadora Cecilia Frazão foi enfática em sua análise: “O réu agiu de forma deliberada ao registrar criança que sabia não ser sua, movido por interesse exclusivamente pessoal”.
A sentença revelou pontos cruciais sobre o registro civil:
Pena estabelecida: dois anos, oito meses e 20 dias de reclusão
Regime inicial: fechado
Motivação: viabilizar visitas prisionais
Argumentos da Defesa Rejeitados
A defesa alegou possível coação moral pela mãe da criança, sugerindo que seria impedido de visitar caso não realizasse o registro. O tribunal, contudo, considerou o argumento inconsistente.
Implicações Jurídicas
A decisão reforça princípios legais fundamentais:
Registro civil não pode ser instrumento de manipulação
Paternidade responsável exige verdade biológica ou afetiva
Interesses pessoais não justificam falsidade documental
Especialistas em direito de família interpretam a sentença como um marco na proteção da identidade infantil. O registro civil, mais que um documento, representa a identidade fundamental de uma criança.
O caso em Presidente Prudente serve como alerta sobre as consequências legais de registros fraudulentos, reafirmando que a integridade documental e o respeito à verdade são princípios inegociáveis no sistema judicial brasileiro.
A decisão demonstra que tentativas de manipular o sistema legal, especialmente envolvendo a identidade de crianças, serão rigorosamente investigadas e punidas.

Jornalista com mais de 9 anos de experiência, estudou na faculdade ESACM, e trabalhou no jornal impressos O Democrata, com circulação na região de São Roque, interior de São Paulo, bem como trabalhou na televisão, na REDETV em Osasco, sendo produtor do RedeTV News, trabalhou por um período no São Roque Notícias em 2011, e fundou o popular jornal Correio do Interior em 2016. Em 2020 tornou-se correspondente do Metrópoles no interior de São Paulo. Ainda em 2020 foi convidado pelo Google Brasil a participar do Google News Initiative (GNI) para aprimorar-se em boas práticas do jornalismo digital. Como jornalista é especialista em assuntos de vagas de trabalho, noticias locais e conteúdos de editoria regional e policial.




