Projeto de Lei propõe tornozeleira eletrônica rosa para identificar agressores de mulheres

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Projeto De Lei Propõe Tornozeleira Eletrônica Rosa Para Identificar Agressores De Mulheres

Uma nova proposta legislativa na Câmara dos Deputados quer tirar a invisibilidade do monitoramento de agressores domésticos. O projeto de lei, de autoria da deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT), sugere que as tornozeleiras eletrônicas passem a ter uma identificação visual obrigatória, incluindo a polêmica possibilidade de padronização na cor rosa.

O objetivo central da medida é elevar o nível de proteção das vítimas. Ao tornar o dispositivo visualmente chamativo, a proposta busca:

  • Identificação Imediata: Facilitar que a população e as autoridades identifiquem rapidamente indivíduos sob medida protetiva.
  • Efeito Inibidor: Aumentar o custo social para o agressor, dificultando que o dispositivo seja escondido sob a roupa.
  • Eficiência na Fiscalização: Otimizar o trabalho policial em locais públicos onde a presença do agressor possa representar risco iminente.

Como funcionaria a medida?

Diferente do modelo atual, que foca na discrição e no monitoramento via satélite, o projeto prevê que a Justiça determine o uso do modelo visível em casos de alto risco. A proposta também estabelece ajustes nas normas de monitoramento eletrônico já vigentes para endurecer a fiscalização de quem rompe o perímetro das medidas protetivas.

“A mudança pretende aumentar a segurança das vítimas e facilitar o trabalho das autoridades no acompanhamento de agressores”, justifica o texto do projeto.

A proposta ainda está em fase inicial e deve percorrer o seguinte rito legislativo:

  1. Análise em Comissões: O texto passará por comissões temáticas (como a de Defesa dos Direitos da Mulher e a de Constituição e Justiça).
  2. Votação: Após os pareceres, segue para o plenário da Câmara.
  3. Senado e Sanção: Se aprovado, avança para o Senado Federal antes de seguir para a sanção presidencial.

Análise: A proposta gera debates sobre a linha entre a segurança pública e o direito à imagem, mas coloca em pauta a urgência de ferramentas mais drásticas para conter os índices de feminicídio no país.