Na 8ª Sessão Extraordinária da Câmara Municipal de Sorocaba, realizada na terça-feira (15/04), os vereadores aprovaram, por unanimidade, o projeto que autoriza a Prefeitura a assumir a responsabilidade de administrar trechos de rodovias estaduais dentro da área urbana da cidade.
A proposta, de autoria da Mesa Diretora, foi defendida pelo presidente da Câmara, vereador Luis Santos (Republicanos). O projeto de lei nº 314/2025 prevê que, por meio de um acordo com o Governo do Estado, o município passe a administrar e cuidar da manutenção de rodovias como a SP-97 (Sorocaba–Porto Feliz), SP-264 (Sorocaba–Salto de Pirapora), SP-75 (Castelinho) e parte da SP-270 (Raposo Tavares). A SP-79 (Sorocaba–Itu), no entanto, foi retirada da lista com a aprovação de duas emendas.
A primeira emenda, do vereador João Donizeti (União Brasil), exclui a SP-79 do projeto. A segunda, do vereador Fábio Simoa (Republicanos), além de reforçar a exclusão da SP-79, define que apenas o trecho da SP-270 entre os números 3.120 e 4.342 da Avenida Bandeirantes (região do Brigadeiro Tobias) será municipalizado.
Por que municipalizar a administração das Raposo Tavares e demais rodovias em Sorocaba?
Segundo a justificativa do projeto, com a gestão municipal, será possível melhorar a infraestrutura, sinalização e segurança das vias. A proposta também visa dar mais autonomia ao município, já que muitas dessas rodovias funcionam como avenidas importantes para o trânsito local.
Luis Santos defendeu que, ao invés de instalar pedágios para todos, a solução seria investir em radares e multar apenas quem comete infrações — o que geraria receita para a cidade.
Discussão e críticas
Durante a sessão, vários vereadores se posicionaram contra a instalação de novos pedágios nas rodovias que passam por Sorocaba. Para muitos, a municipalização seria uma forma de impedir a cobrança. João Donizeti alertou que a inclusão da SP-79 no projeto poderia atrapalhar outro processo de municipalização já em andamento com o Governo do Estado.
Outros vereadores, como Cristiano Passos (Republicanos) e Dylan Dantas (PL), também apoiaram o projeto, mas demonstraram preocupação com os custos que a Prefeitura terá para manter essas vias.Iara Bernardi (PT) e Toninho Corredor (Agir) criticaram a política de privatizações do governador Tarcísio de Freitas e destacaram que a cidade pode não ter orçamento para bancar essa responsabilidade. Já o vereador Raul Marcelo (PSOL) apoiou a medida, destacando o impacto negativo dos pedágios no trânsito local. Izídio de Brito (PT) falou sobre o crescimento urbano da cidade e a necessidade de planejamento para o futuro.
Luis Santos afirmou que a ideia do projeto veio de uma sugestão do ex-vereador e atual secretário de Turismo, Hudson Pessini, e que o prefeito Rodrigo Manga já manifestou apoio à proposta. O presidente da Câmara também disse que pretende reunir outras cidades da região para discutir o assunto com o governador e o secretário estadual de Parcerias em Investimentos.
No fim, o projeto e as emendas foram aprovados por unanimidade, mesmo com pareceres contrários derrubados em plenário.
Jornalista com mais de 9 anos de experiência, estudou na faculdade ESACM, e trabalhou no jornal impressos O Democrata, com circulação na região de São Roque, interior de São Paulo, bem como trabalhou na televisão, na REDETV em Osasco, sendo produtor do RedeTV News, trabalhou por um período no São Roque Notícias em 2011, e fundou o popular jornal Correio do Interior em 2016. Em 2020 tornou-se correspondente do Metrópoles no interior de São Paulo. Ainda em 2020 foi convidado pelo Google Brasil a participar do Google News Initiative (GNI) para aprimorar-se em boas práticas do jornalismo digital. Como jornalista é especialista em assuntos de vagas de trabalho, noticias locais e conteúdos de editoria regional e policial.
