Polícia apura se Thiago Rocha fez elo do PCC com a Prefeitura de Mairinque e Ribeirão Preto

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Polícia Apura Se Thaigo Rocha Fez Elo Do Pcc Com A Prefeitura De Mairinque E Ribeirão Preto

As investigações da Polícia Civil de São Paulo, no âmbito da Operação Contaminatio, revelaram que o ex-vereador de Santo André, Thiago Rocha de Paula, seria o principal “articulador político” do Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo a polícia, ele atuava como uma peça estratégica para formar parcerias entre a facção e administrações públicas do interior paulista, Grande São Paulo e Baixada Santista.

Entre as cidades que aparecem como foco central da ofensiva policial, Campinas, Ribeirão Preto e Mairinque ganham destaque. A Polícia Civil apura se Thiago foi o responsável por abrir portas para os interesses do grupo criminoso no setor público no município, já que já foi comprovado em quem Campinas de fato ele era o elo.

Investigação em Sigilo

A operação, deflagrada nesta segunda-feira (27), cumpriu mandados de busca e apreensão em diferentes cdiades paulistas, incluindo Mairinque. A Polícia Civil confirmou pessoas residentes na cidade estão sendo formalmente investigados.

No entanto, as autoridades optaram por manter os nomes dos investigados em absoluto sigilo. O caso corre sob segredo de Justiça para evitar que a divulgação prematura atrapalhe a coleta de provas e comprometa os novos desdobramentos que estão por vir — podendo até mesmo ter um novo desbobramento com prisões.

O “Modus Operandi”: Lavagem de Dinheiro via Fintech

De acordo com o inquérito comandado pela Dise de Mogi das Cruzes, Thiago Rocha não lidava diretamente com drogas, mas usava seu trânsito político para oferecer serviços de uma fintech (o 4T Bank), criada pelo PCC, para prefeituras. O objetivo era:

  • Gerir receitas municipais (taxas e impostos);
  • Emitir boletos para contribuintes;
  • Lavar o dinheiro oriundo do tráfico de drogas através do sistema bancário municipal.

Além de Mairinque, a rede de Thiago tentava se expandir por Santos, Campinas, Ribeirão Preto e até órgãos do Governo Estadual.

Bloqueio milionário e prisões

A Justiça determinou o bloqueio de R$ 513,6 milhões em bens e ativos dos envolvidos. Thiago foi preso temporariamente, junto a outros três investigados. A investigação aponta que a facção não apenas infiltrava lobistas, mas também financiava campanhas eleitorais para garantir que seus interesses fossem defendidos dentro das prefeituras.

A Câmara de Santo André, onde Thiago atuou brevemente como suplente, informou que ele não mantém mais vínculo com a Casa e que o período de seu mandato foi curto, sem participação em processos de licitação no local.

Em Mairinque, a expectativa é de que novas diligências ocorram nos próximos dias, à medida que os materiais apreendidos na cidade sejam analisados pela perícia técnica.