Moradora de Mairinque denuncia que parquinho está sendo usado como motel, “estão fazendo sexo no túnel”

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Moradora De Mairinque Denuncia Que Parquinho Está Sendo Usado Como Motel, Estão Fazendo Sexo No Túnel

No bairro Cecap, em Mairinque, uma moradora local decidiu denunciar uma situação degradante que vem ocorrendo no bairro: pessoas estão utilizando casas populares abandonadas e até o parquinho infantil do bairro para a prática de atos sexuais, consumo de bebidas alcoólicas e uso de drogas.

A denunciante, que conversou com a reportagem sob a condição de anonimato por medo de represálias, relatou que a presença de indivíduos invasores nos imóveis inacabados já é um problema antigo. Segundo ela, muitos desses locais viraram uma espécie de alojamento para usuários de entorpecentes, que passam o dia consumindo bebidas e dormem pelo chão das estruturas abandonadas. No entanto, o que era ruim ganhou contornos ainda mais graves nesta semana.

O episódio mais recente e perturbador aconteceu por volta das 20h15, quando a moradora saiu de casa para passear com seu cachorro. Ao se aproximar de pequena área de lazer do bairro — um pequeno parquinho que conta com um campinho de areia, balanços e uma tubulação de concreto que funciona como um túnel para as crianças —, ela foi surpreendida por barulhos estranhos.

Ao prestar atenção, a mulher percebeu que os sons eram gemidos vindos de dentro da tubulação de concreto. Ao olhar mais de perto, ela flagrou um casal mantendo relações sexuais dentro do brinquedo onde as crianças da comunidade costumam brincar durante o dia. Assustada, ela se escondeu na esquina mais próxima para observar a situação de longe, sem ser notada.

“Achei uma barbaridade completa. As pessoas não respeitam mais nada, nem o espaço que é das crianças”, disse a moradora à reportagem.

Além do comportamento inadequado dos invasores, a comunidade local lida com o sentimento de desamparo por parte do poder público. De acordo com o relato, acionar a Guarda Civil Municipal (GCM) via telefone tornou-se uma tarefa inútil para os residentes do Cecap.

A moradora afirma que, em tentativas anteriores de contato com a corporação para relatar as desordens no bairro, a resposta é quase sempre a mesma: a GCM alega que nunca há viaturas ou guardas disponíveis para fazer o deslocamento até o local. Diante da falta de policiamento preventivo nas ruas, a única alternativa que resta aos moradores é tentar ligar diretamente para a Central de Monitoramento de Câmeras da cidade, na esperança de que alguma movimentação seja registrada e coibida à distância. Os moradores cobram providências urgentes da prefeitura, tanto para a segurança quanto para o fechamento ou destinação correta dos imóveis abandonados.