
Lançada em 1997, a Volkswagen Parati GTI ocupa um lugar de destaque no panteão dos esportivos nacionais. Derivada do projeto AB9 (a segunda geração da família Gol), ela surgiu com a missão de transpor o prestígio da sigla GTI para uma carroceria familiar. Embora compartilhasse o DNA do Gol GTI, sua produção foi consideravelmente mais restrita, o que a transformou em uma verdadeira “joia rara” para colecionadores e entusiastas.
Design e visual da Parati GTI 1997
Esteticamente, a Parati GTI era inconfundível. O detalhe mais marcante era o ressalto no capô (conhecido como “bolha”), uma adaptação técnica necessária para abrigar o cabeçote de 16 válvulas do motor. Apresentada inicialmente no Salão do Automóvel na sofisticada cor Branco Pérola, a perua estreou apenas com duas portas — uma escolha que reforçava sua silhueta esportiva e agressiva, apesar da proposta familiar.
Performance e Engenharia de Origem Alemã
Sob o capô, a Parati GTI trazia um conjunto mecânico refinado que elevava o padrão técnico da categoria:
- Motorização: O motor 2.0 16V (bloco EA827) e a transmissão manual de cinco marchas tinham origem Audi.
- Potência: Rendia 145 cv e torque de 17,8 kgfm, superando com folga a antiga versão 8V.
- Desempenho: Mesmo sendo aproximadamente 50 kg mais pesada que o Gol, ela não decepcionava: acelerava de 0 a 100 km/h em menos de 9 segundos e ultrapassava a barreira dos 200 km/h.
Evolução e Despedida
Acompanhando as exigências do consumidor brasileiro, a Volkswagen introduziu a versão de quatro portas em 1998. No ano seguinte, o modelo passou pela atualização visual da “Geração 3”, mantendo-se no catálogo até o ano 2000.
A curta trajetória da Parati GTI encerrou um ciclo de esportivos de alta performance na linha de peruas compactas da marca, deixando um legado de engenharia superior e um status de exclusividade que perdura até hoje.

Jornalista com mais de 9 anos de experiência, estudou na faculdade ESACM, e trabalhou no jornal impressos O Democrata, com circulação na região de São Roque, interior de São Paulo, bem como trabalhou na televisão, na REDETV em Osasco, sendo produtor do RedeTV News, trabalhou por um período no São Roque Notícias em 2011, e fundou o popular jornal Correio do Interior em 2016. Em 2020 tornou-se correspondente do Metrópoles no interior de São Paulo. Ainda em 2020 foi convidado pelo Google Brasil a participar do Google News Initiative (GNI) para aprimorar-se em boas práticas do jornalismo digital. Como jornalista é especialista em assuntos de vagas de trabalho, noticias locais e conteúdos de editoria regional e policial.







