Influenciador Calvo do Campari processa ex-namorada por calúnia e difamação

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O influenciador digital Thiago da Cruz Schutz, conhecido profissionalmente como “Calvo do Campari”, entrou com ação judicial contra a ex-namorada acusando-a de calúnia e difamação. A medida ocorre meses após sua prisão em flagrante em novembro do ano passado, quando foi detido por violência doméstica e posteriormente liberado após audiência de custódia. O influenciador nega categoricamente as acusações mais graves que teriam sido atribuídas a ele.

Segundo o documento ao qual o Metrópoles teve acesso, Schutz afirma que sua ex-companheira tentou imputar-lhe crimes que não constam da investigação oficial. O influenciador alega que a ex-namorada o acusa de tentativa de estupro e feminicídio, alegações que, segundo sua defesa, não fazem parte do processo em que está sendo investigado. A ação judicial representa uma estratégia de resposta às acusações que o influenciador considera infundadas e prejudiciais à sua reputação.

Processo sob sigilo

Conforme consta no documento analisado, Thiago Schutz destaca que o processo em que é investigado “tramita sob segredo de justiça e não possui denúncia recebida, tampouco sentença ou qualquer condenação formal”. Esta observação é central na argumentação do influenciador, que busca estabelecer uma distinção clara entre as acusações públicas feitas pela ex-namorada e o que efetivamente está sendo apurado pelas autoridades judiciárias.

O influenciador também ressalta que a investigação oficial diz respeito exclusivamente à denúncia de violência doméstica. Em sua defesa, Schutz nega qualquer envolvimento com os crimes de “estupro, tentativa de homicídio, feminicídio ou qualquer delito sexual”. Esta negação categórica sugere que o influenciador busca separar as acusações públicas feitas pela ex-companheira das investigações formais conduzidas pelo sistema judiciário.

Prisão

A prisão de Thiago Schutz em novembro de 2025 marcou um ponto de inflexão em sua carreira como influenciador digital. O detenção em flagrante relacionada à violência doméstica gerou repercussão nas redes sociais e na mídia especializada em conteúdo digital. Sua liberação após audiência de custódia, procedimento obrigatório no sistema judicial brasileiro que ocorre nas primeiras 24 horas após a prisão, não encerrou as investigações sobre os fatos denunciados.

A audiência de custódia é um mecanismo legal que permite ao juiz avaliar a necessidade de manutenção da prisão preventiva ou a liberação do acusado. No caso de Schutz, a decisão pela liberação não significa absolvição das acusações, mas apenas que o magistrado entendeu não ser necessária sua manutenção em cárcere durante o processo investigatório.

A decisão de processar a ex-namorada por calúnia e difamação representa uma estratégia jurídica agressiva de resposta às acusações. A calúnia, no direito brasileiro, refere-se à imputação falsa de crime a alguém, enquanto a difamação envolve a divulgação de fato ofensivo à honra de uma pessoa. Ao entrar com esta ação, Schutz busca não apenas uma reparação legal, mas também reafirmar sua versão dos fatos publicamente.

Este tipo de contra-ação é comum em casos que envolvem personalidades públicas, cujas vidas pessoais ganham maior visibilidade nas redes sociais e na mídia. A reputação digital é um ativo importante para influenciadores, e acusações públicas podem impactar significativamente suas oportunidades profissionais e relacionamentos comerciais.

A ação movida por Schutz adiciona uma camada de complexidade ao caso. Enquanto a investigação sobre violência doméstica prossegue sob sigilo de justiça, agora existe também uma ação civil em que o influenciador busca reparação pelos danos que alega ter sofrido com as acusações públicas. O resultado desta ação dependerá de provas que demonstrem a falsidade ou malícia das alegações feitas pela ex-namorada.

A polícia, conforme reportagens anteriores, apreendeu notebook e celular de Thiago Schutz durante a investigação, sugerindo que elementos digitais são relevantes para a apuração dos fatos. Estes dispositivos podem conter comunicações, mensagens e outros registros que ajudem a esclarecer as circunstâncias dos eventos denunciados.