Homem é torturado e tem língua arrancada ao ser acusado de abuso sexual em Piracicaba

Advertisements

Homem É Torturado E Tem Lingua Arrancada Ao Ser Acusado De Abuso Sexual Em Piracicaba

Uma violenta ação atribuída ao chamado “tribunal do crime” deixou o saldo de pelo menos dois homens gravemente feridos e outros três desaparecidos na tarde do último domingo (7), na comunidade Pantanal, em Piracicaba, no interior de São Paulo. De acordo com informações das forças de segurança, as vítimas foram brutalmente torturadas por moradores e criminosos locais após serem acusadas de envolvimento no abuso sexual de uma criança da região.

Os métodos de violência empregados chamaram a atenção das autoridades pela crueldade. Conforme apurado junto às equipes médicas e policiais, os homens sofreram agressões generalizadas e um deles chegou a ter a língua arrancada pelos torturadores como forma de punição.

Fuga e socorro médico

A Polícia Militar foi acionada depois que dois dos cinco homens alvos do linchamento conseguiram escapar do cativeiro e correram em direção a uma estrada de terra vicinal para pedir ajuda.

As equipes de resgate foram enviadas imediatamente ao local e encaminharam as vítimas para unidades de saúde do município:

  • Uma das vítimas, em estado considerado gravíssimo devido às mutilações e traumas, foi internada às pressas na Santa Casa de Misericórdia de Piracicaba;
  • O segundo homem, também apresentando ferimentos severos decorrentes da sessão de tortura, foi conduzido à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Vila Cristina.

Desaparecidos e buscas

Aos policiais que atenderam a ocorrência, os sobreviventes relataram que outros três homens que também foram capturados sob a mesma acusação continuavam em poder dos agressores na comunidade. Até o momento, o paradeiro do trio é desconhecido.

A Polícia Militar intensificou o patrulhamento e realizou buscas minuciosas em áreas de mata e vielas da comunidade Pantanal na tentativa de localizar os demais envolvidos e cessar novas agressões.

Investigação

As primeiras informações colhidas no local apontam que a motivação do ataque foi a revolta comunitária gerada pela suspeita de abuso contra uma criança. No entanto, a Polícia Civil ressalta que o caso segue sob estrita investigação para apurar tanto a veracidade da denúncia de violência sexual quanto para identificar os autores da tentativa de homicídio e das graves lesões corporais motivadas pela justiça com as próprias mãos.