Família denuncia negligência em creche em Mairinque após criança ser mordida

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Família Denuncia Negligência Em Creche Em Mairinque Após Criança Ser Mordida

Uma família em Mairinque, utilizou as redes sociais nesta semana para denunciar a falta de segurança e supervisão em uma creche pública da região. O caso envolve Ravi, uma criança de apenas 1 ano e 11 meses, que teria sofrido três mordidas graves em um intervalo de poucos dias dentro da instituição de ensino.

Reincidência e falta de providências

De acordo com o relato dos responsáveis da criança, Nilce Rotelli, o primeiro incidente ocorreu na última segunda-feira, quando o menino foi entregue à família com duas mordidas no rosto que apresentavam hematomas severos. Na terça-feira, a mãe da criança compareceu à unidade para conversar com a diretoria, solicitando maior atenção dos monitores, dado que o menino ainda não possui fala desenvolvida para se defender ou relatar o ocorrido.

Entretanto, a tentativa de diálogo não surtiu efeito imediato. Nesta quinta-feira (25), Ravi foi retirado da creche com uma nova marca de mordida, desta vez nas costas. “Se na conversa não está sendo resolvido, também sabemos tomar outras medidas”, afirmou a avó na publicação, que já soma diversas interações de apoio.

O Papel do Poder Público

A denúncia levanta um debate sobre a qualidade do atendimento em unidades públicas e a responsabilidade civil do Estado. A família destaca que o fato de o serviço ser público não isenta a administração de oferecer segurança:

  • Dever de vigilância: As creches possuem a guarda jurídica da criança e devem garantir sua integridade física.
  • Déficit de funcionários: A postagem sugere que a falta de pessoal pode estar contribuindo para a falta de intervenção durante os conflitos entre as crianças.
  • Direito do contribuinte: A família enfatiza que o serviço é mantido por impostos e exige responsabilidade e zelo dos profissionais envolvidos.

Até o momento, o nome da creche específica não foi divulgado pela família na postagem original, mas os responsáveis afirmam que não descartam tomar medidas judiciais caso a situação persista. Advogada Carla Reis destaca que, em casos como esse, é essencial que, em direito da criança e do adolescente, os pais:

  1. Registrem um Boletim de Ocorrência.
  2. Realizem o exame de corpo de delito para documentar a gravidade das marcas.
  3. Acionem o Conselho Tutelar e a Secretaria de Educação do município.