Falta de zeladoria da Prefeitura de Mairinque faz moradores realizarem limpeza de vielas

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Falta De Zeladoria Da Prefeitura De Mairinque Faz Moradores A Realizarem Limpeza De Vielas

A ausência de zeladoria urbana em Mairinque tem gerado indignação entre os residentes, que afirmam precisar assumir funções que deveriam ser de responsabilidade da Prefeitura. Em recentes manifestações em redes sociais, moradores relataram que a falta de limpeza em vielas da cidade atingiu um ponto crítico, forçando a própria comunidade a se organizar para realizar a roçada e a remoção de detritos.

O descontentamento da comunidade

Um dos moradores, identificado como Rogerio Rogerio da Silva, utilizou seu perfil para cobrar publicamente a administração municipal, afirmando que a prefeitura “não tem coragem de limpar as vielas” e que a tarefa acaba sobrando para quem reside nas proximidades. O sentimento de abandono é ecoado por outros munícipes, como Toninho Souza, que classificou a situação como uma “falta de respeito com a população”.

A principal crítica dos moradores envolve o calendário de manutenção. Segundo os relatos, existe a percepção de que os serviços de limpeza urbana costumam ser intensificados apenas em períodos próximos a eleições, deixando os bairros desassistidos durante o restante do mandato.

O posicionamento da administração

Em resposta às críticas, interlocutores ligados à gestão municipal argumentam que as equipes de obras estão sobrecarregadas devido ao período sazonal. Edvan Araujo defendeu o trabalho da Secretaria de Obras, justificando que, entre os meses de dezembro e abril, a incidência de chuvas acelera significativamente o crescimento do mato, dificultando a manutenção simultânea de todos os bairros de Mairinque.

Segundo a defesa apresentada, o prefeito e o secretário de obras estariam trabalhando para atender todas as demandas, e a limpeza já teria passado por diversos locais. No entanto, para os moradores que convivem com o mato alto e o lixo nas vielas, as justificativas climáticas não diminuem a sensação de que o pagamento de impostos não está retornando em serviços básicos de infraestrutura e higiene pública.