
A organização do bloco carnavalesco que participou do Carnaval de São Roque, passou a ser alvo de denúncias após relatos de possíveis irregularidades financeiras envolvendo a condução operacional do evento.
O proprietário de uma das empresas que afirma ter participado diretamente do financiamento e estruturação do desfile relata prejuízo superior a R$ 100 mil após realizar investimentos destinados à viabilização logística, aquisição de insumos e custos operacionais da participação na avenida.
Segundo ele, há boletos pagos, comprovantes de transferências bancárias e registros de conversas que indicam o envio de valores ao responsável pela organização prática do bloco, identificado como Michael Felicio, sob promessa de retorno financeiro por meio da venda de abadás, bebidas e ativações comerciais durante o evento.
De acordo com o relato, a comercialização prometida não teria ocorrido conforme o previsto. A estimativa inicial de vendas não teria sido atingida, sendo alegado que apenas cerca de 40 abadás teriam sido efetivamente comercializados durante o desfile.
O empresário afirma que se considera vítima de fraude e sustenta que houve tentativa de desvio dos valores investidos. Ainda conforme sua versão, parte dos recursos foi enviada para contas de terceiros, ao que verificado por ele.
Entre as alegações apresentadas, também há menção a pagamentos realizados a terceiros para participarem no bloco a fim de criar volume.
O empresário também afirma que, após a movimentação dos valores, o organizador teria interrompido comunicações diretas e bloqueado seus canais de contato, recusando-se a prestar esclarecimentos ou apresentar prestação de contas formal. Segundo ele, o bloqueio teria ocorrido após pedidos de que ele pudesse esclarecer os gatos e suas aplicações.
Outros envolvidos também relatam prejuízos financeiros. Um patrocinador afirma ter adquirido aproximadamente 10 módulos de chopp após promessa de alta venda durante o evento, que, segundo ele, não teria se concretizado. Um outro investidor relata ter sido convencido a investir valores com promessa de retorno posterior, o que, segundo ele, também não ocorreu.
O proprietário da empresa abriu um boletim de ocorrência para apuração dos fatos sobre a movimentação financeira relacionada ao evento.
Procurado para falar sobre, Michael Felicio alegou ser vítima da situação, mas não deu muita explicação sobre, e indicou o contato de um advogado que, por coincidência, também é advogado do empresário que denuncia a situação. O referido advogado, por sua vez, disse que não representa nenhuma das partes neste caso.
Errata
O Correio do Interior reconhece que, em publicação anterior sobre o caso, houve erro ao mencionar o Sambar&Love em um subtítulo, onde não deveria ser mencionado de forma que pudesse sugerir participação direta na situação do golpista. A informação correta é que o bloco não teve envolvimento com os golpes e também foi vítima da utilização indevida de seu nome. Nossa equipe pede desculpas pelo erro.

Jornalista com mais de 9 anos de experiência, estudou na faculdade ESACM, e trabalhou no jornal impressos O Democrata, com circulação na região de São Roque, interior de São Paulo, bem como trabalhou na televisão, na REDETV em Osasco, sendo produtor do RedeTV News, trabalhou por um período no São Roque Notícias em 2011, e fundou o popular jornal Correio do Interior em 2016. Em 2020 tornou-se correspondente do Metrópoles no interior de São Paulo. Ainda em 2020 foi convidado pelo Google Brasil a participar do Google News Initiative (GNI) para aprimorar-se em boas práticas do jornalismo digital. Como jornalista é especialista em assuntos de vagas de trabalho, noticias locais e conteúdos de editoria regional e policial.







