Donald Trump deve liberar jornalista Nakary Ramos, presa por Nicolás Maduro em 2025

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Donald Trump Deve Liberar Jornalista Nakary Ramos, Presa Por Nicolás Maduro Em 2025

A jornalista venezuelana Nakary Mena Ramos, de 28 anos, permanece detida há quase nove meses em uma penitenciária feminina no estado de Miranda, próximo a Caracas. Ela é a única mulher jornalista presa no país, segundo o Sindicato Nacional de Trabalhadores da Imprensa (SNTP). Detida desde 8 de abril de 2025 junto com o marido, o cinegrafista Gianni González, Nakary foi acusada por Nicolás Maduro de “instigação ao ódio” e “publicação de notícia falsa” após uma reportagem sobre o aumento da criminalidade na capital venezuelana.

Com a captura de Nicolás Maduro por forças americanas na madrugada de sábado (03/01) surge a pergunta: o que acontecerá com os presos políticos e jornalistas detidos durante o regime — governo de Nicolás Maduro?.

Por ora, espera-se que o governo americano, que agora vai comandar a Venezuela, liberte a jornalista e de mais liberdade aos profissionais de imprensa no país, bem como deixe que a democracia seja livre no país.

Porque Nicolás Maduro pediu a prisão da jornalista Nakary Ramos

Nakary trabalhava no portal independente Impacto Venezuela quando produziu uma matéria com depoimentos de moradores de Caracas sobre roubos e insegurança nas ruas. A reportagem contradizia a narrativa oficial do governo Maduro, que alegava redução drástica nos índices de criminalidade. Diosdado Cabello, então ministro do Interior, atacou publicamente a jornalista, acusando-a de espalhar “pânico” e participar de uma “campanha” contra o regime.

No dia 8 de abril, Nakary e Gianni desapareceram enquanto gravavam outra reportagem na Praça Venezuela. Por mais de 70 horas, familiares não souberam de seu paradeiro, configurando um caso de desaparecimento forçado. Posteriormente, foram apresentados a um tribunal, que decretou prisão preventiva. Gianni está detido no complexo penitenciário El Rodeo II.

O casal tem uma filha de cinco anos, que hoje está sob cuidados dos avós. “Nakary é mãe, jornalista e tudo o que fez foi informar”, destacou o SNTP em campanha lançada em julho de 2025, quando a detenção completou 100 dias.

Repressão à imprensa e contexto atual

Organizações como o Comitê para a Proteção de Jornalistas (CPJ), a Sociedade Interamericana de Prensa (SIP) e o Instituto Prensa y Sociedad (IPYS Venezuela) classificaram a prisão como arbitrária e exigiram sua libertação imediata. Em relatórios de 2025, o CPJ apontou um aumento acentuado na repressão à imprensa sob Maduro, com dezenas de detenções arbitrárias.

Até dezembro de 2025, pelo menos 22 jornalistas e trabalhadores de imprensa estavam detidos na Venezuela por motivos políticos ou pelo exercício da profissão. Com a remoção de Maduro e a instabilidade gerada pela operação militar americana, entidades internacionais pedem monitoramento urgente das prisões para evitar abusos ou esquecimento dos casos.

A família de Nakary não foi contatada pelas novas autoridades interinas. “Estamos preocupados com sua segurança e saúde. Ela precisa de medicamentos e visitas regulares”, declarou uma fonte próxima, sob anonimato.

Reações e perspectivas

A captura de Maduro abre um cenário incerto para presos como Nakary. A oposição, liderada por figuras como Maria Corina Machado, tem defendido anistia ampla para presos políticos. Já o governo interino, sob influência americana, ainda não se pronunciou sobre revisões de casos judiciais do antigo regime.

“Nakary Mena Ramos representa centenas de vozes silenciadas. Sua liberdade é essencial para a reconstrução democrática da Venezuela”, afirmou o SNTP em nota recente.

Fontes: Sindicato Nacional de Trabalhadores da Imprensa (SNTP), Comitê para a Proteção de Jornalistas (CPJ), IPYS Venezuela, Espacio Público, reportagens de Gazeta do Povo, Poder360 e Efecto Cocuyo.