
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados por forças militares dos Estados Unidos em uma operação de grande escala em Caracas neste sábado (03/01). Horas após a ação, o Departamento de Justiça americano revelou uma nova acusação formal (indictment) contra o líder venezuelano, ampliando charges de 2020 por narcoterrorismo, tráfico de cocaína e posse de armas.
De acordo com a procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, Maduro enfrentará julgamento em solo americano. “Eles em breve enfrentarão toda a força da justiça americana em tribunais americanos”, declarou Bondi em rede social, referindo-se ao casal como “dois supostos traficantes internacionais de drogas”.
As acusações
A acusação, revelada no Distrito Sul de Nova York (Manhattan), alega que Maduro liderou uma conspiração de mais de 25 anos para traficar toneladas de cocaína para os Estados Unidos, em parceria com grupos como as FARC (Colômbia), o cartel Tren de Aragua (Venezuela) e organizações mexicanas. Os crimes incluem:
- Conspiração para narcoterrorismo;
- Conspiração para importar cocaína;
- Posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos;
- Conspiração para possuir armas proibidas.
A nova versão da acusação adiciona Cilia Flores e o filho do casal, Nicolás Ernesto Maduro Guerra (conhecido como “Nicolasito”), como réus, além de outros aliados como Diosdado Cabello e o líder do Tren de Aragua, Héctor Guerrero Flores.
Procuradores afirmam que Maduro usou o poder estatal para proteger o tráfico, enriquecendo a elite política e militar venezuelana, conhecida como “Cartel de los Soles”.
A operação de captura
O presidente Donald Trump confirmou a ação militar, descrevendo-a como “um ataque em larga escala” que resultou na extração de Maduro e sua esposa de Caracas. Imagens divulgadas mostram o casal sendo transferido para uma base americana em Nova York. Uma audiência inicial está prevista para os próximos dias.
Autoridades americanas justificam a operação com base nas acusações pendentes desde 2020, quando os EUA ofereceram recompensa de até US$ 50 milhões pela captura de Maduro. “Você não escapa da justiça por tráfico de drogas só porque vive em um palácio em Caracas”, afirmou o vice-presidente JD Vance.
Reações internacionais
A operação gerou divisões. Aliados de Trump celebraram a ação como um golpe contra o narcotráfico, enquanto críticos, incluindo democratas nos EUA, questionam a legalidade da intervenção sem aprovação do Congresso ou tratado de extradição.
Na Venezuela, a vice-presidente Delcy Rodríguez exigiu “prova de vida” do casal e condenou a ação como agressão. Manifestações ocorreram em várias cidades, com apoiadores do governo protestando contra os EUA.
O caso marca um precedente histórico, comparado à captura do ex-ditador panamenho Manuel Noriega nos anos 1990. Maduro, que governava a Venezuela desde 2013, agora aguardará julgamento em prisão federal americana.

Jornalista com mais de 9 anos de experiência, estudou na faculdade ESACM, e trabalhou no jornal impressos O Democrata, com circulação na região de São Roque, interior de São Paulo, bem como trabalhou na televisão, na REDETV em Osasco, sendo produtor do RedeTV News, trabalhou por um período no São Roque Notícias em 2011, e fundou o popular jornal Correio do Interior em 2016. Em 2020 tornou-se correspondente do Metrópoles no interior de São Paulo. Ainda em 2020 foi convidado pelo Google Brasil a participar do Google News Initiative (GNI) para aprimorar-se em boas práticas do jornalismo digital. Como jornalista é especialista em assuntos de vagas de trabalho, noticias locais e conteúdos de editoria regional e policial.







