CBA agora é dona dos medicamentos Benegrip e Neosaldina

A CBA, que pertence ao Grupo Votorantim comunicou na segunda-feira (08), que comprou a fatia de 5,11% da Hypera (HYPE3), uma das maiores farmacêuticas do Brasil.

Contudo, o grupo Votorantim entra para setor farmaceutico.

O valor da operação não foi divulgado pela Hypera, bem como a CBA.  A princípio estoima-se que a empresa farmacêutica tenha sido vendida em mais de R$ 1,2 bilhão.

Em comunicado, grupo Votorantim disse que a aquisição se deu por meio da contratação de instrumentos financeiros derivativos com liquidação financeira.

Além disso, a Votorantim também diz que não pretende alterar a composição de controle acionário atual da Hypera. Hoje, o maior acionista da farmacêutica é seu fundador, o empresário João Alves de Queiroz Filho, com mais de 21% da companhia.

CBA agora é dona da medicamentos famosos como Engov, Benegrip, e outros…

Fundada em 2001, a Hypera fábrica os medicamentos/marca Engov, Benegrip, Zero-Cal, Lisador, Atroveran, Dramin, Buscopan, Coristina D, Epocler, Estomazil, Neosaldina, Vitasay 50+, Biotônico Fontoura, Neo Química, entre outras.

Agora o grupo votorantim, todavia a CBA passa a ser dona da medicamentos famosos.

A Votorantim, da família do já falecido empresário Ermírio de Moraes, vem diversificando seu portfólio nos últimos anos. Em 2022, por exemplo, a holding entrou no setor de infraestrutura, comprando uma fatia na CCR (CCRO3). O grupo industrial também tem negócios em setores como mineração, cimentos, bancos e energia.

Grupo Votorantim teve queda nos lucros

No ano passado, holding Votorantim teve queda no lucro líquido de 23,3% frente a 2021, impactada em especial por efeitos contábeis não recorrentes e pressão de custos. O valor ficou em R$ 5,46 bilhões, em comparação a R$ 7,12 bilhões vistos no ano anterior.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado, sem contar a Votorantim Finanças, que detém, por exemplo, fatia no banco BV, ficou em R$ 10,46 bilhões, contra R$ 11,46 bilhões no ano anterior.

A Votorantim teve alta de 8% na receita líquida do ano, para R$ 52,9 bilhões, mas viu também uma pressão de custos em seus negócios, diante de problemas na cadeia de fornecimento global. O grupo ainda não divulgou o balanço do primeiro trimestre de 2023.

Já a Hypera teve aumento de 5,5% no lucro líquido das operações continuadas em 2022, frente a 2021, para R$ 1,7 bilhão. A receita líquida avançou 27,1% na mesma base de comparação, chegando a R$ 7,55 bilhões. O Ebitda das operações continuadas foi de R$ 2,65 bilhões, alta de 29,3% sobre o resultado de 2021.

No terceiro trimestre de 2023, a Hypera obteve lucro líquido das operações continuadas de R$ 339,4 milhões, montante 2,9% inferior ao reportado no mesmo intervalo de 2022. O Ebitda das operações continuadas totalizou R$ 580,3 milhões, uma elevação de 16,1% na mesma base de comparação. Já a receita líquida somou R$ 1,698 bilhão, crescimento de 13,7% contra o primeiro trimestre do ano passado.