Advogada fala sobre morte de bebê por negligência médica no CHS de Sorocaba

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Advogada Fala Sobre Morte De Bebê Por Negligência Médica No Chs De Sorocaba

Um caso ocorrido no último dia 8 de fevereiro de 2026 chocou a cidade de Sorocaba. Uma gestante, que buscou a maternidade do Hospital Regional com sinais de trabalho de parto avançado e quadro de hipertensão, perdeu sua filha após uma sequência de procedimentos descritos como traumáticos e inadequados pela defesa da família.

O relato do atendimento

Segundo a paciente, ela deu entrada na unidade com contrações intensas e pressão arterial de 16 por 10. Ao ser examinada, constatou-se que ela já tinha entre 8 e 9 centímetros de dilatação e que o bebê estava em posição pélvica (com os pés para baixo), já avançando pelo canal de parto.

Apesar do cenário de risco, a gestante relata que seu pedido por uma cesariana de emergência foi negado:

  • O parto foi conduzido por via vaginal, mesmo com a posição desfavorável do bebê.
  • Houve retenção da cabeça fetal durante o procedimento.
  • A mãe foi submetida a manobras de força excessiva e mudanças constantes de posição.
  • Foi utilizado fórceps com tração intensa na tentativa de liberar a criança.

Infelizmente, a recém-nascida nasceu sem sinais vitais e não resistiu às tentativas de reanimação.

Acusações de Violência Obstétrica

A advogada que acompanha o caso, Viviana Rabello, classificou o episódio como um desfecho que não era inevitável, apontando para falhas graves de conduta e violência obstétrica.

“Como advogada, mulher e cidadã, não posso silenciar diante de um caso que levanta questionamentos sérios sobre a negativa de cesariana diante de risco evidente e a exposição da gestante a procedimentos traumáticos”, afirmou a defensora.

A defesa destaca pontos que precisam ser esclarecidos pelas autoridades:

  • A ausência de uma intervenção cirúrgica imediata (cesariana) diante da posição pélvica e da hipertensão.
  • A condução do parto em ambiente possivelmente inadequado.
  • A falta de escuta e acolhimento à gestante durante o sofrimento físico.

Consequências Físicas e Emocionais

Além da perda irreparável, a mãe relatou sofrimento físico intenso após o parto, incluindo sangramentos, eliminação de coágulos e dores severas na região perineal, que ela atribui à força aplicada pelos profissionais.

O caso agora busca por investigação e responsabilização. “A morte de um bebê não pode ser tratada como estatística. Justiça e mudanças urgentes são necessárias”, conclui a nota da advogada.

Nota: O espaço permanece aberto para que o Hospital Regional de Sorocaba e a Secretaria de Saúde do Estado apresentem seus posicionamentos oficiais sobre a conduta médica adotada.