Os grupos de WhatsApp e Facebook de São Roque e região não falaram de outra coisa nas últimas horas. O assunto que tomou conta das rodas de conversa envolve um médico bastante conhecido na cidade, que teve imagens e vídeos íntimos de teor explícito com sua esposa amplamente divulgados nas redes sociais.
O caso, que mistura polêmica, exposição e contornos jurídicos sérios, teria começado de forma inacreditável.
De acordo com relatos que circulam nos bastidores, o próprio médico teria iniciado a exposição. Ele supostamente mostrou vídeos íntimos de seus atos sexuais com a esposa para alguns colegas de treino em uma conhecida academia da cidade. O que ele talvez não esperava é que o conteúdo fosse “dar pernas” tão rápido.
Em questão de minutos, os arquivos saíram do ambiente da academia e ganharam a internet. Entre o material que viralizou nos grupos locais, além dos vídeos explícitos com a parceira, há também capturas de tela que mostram o profissional buscando ativamente outros homens e mulheres para a realização de fetiches e atos sexuais.
O exposed gerou um verdadeiro choque na comunidade são-roquense, onde o médico possui uma imagem pública consolidada.
Compartilhar é crime!
Esse caso acende um alerta vermelho crucial sobre a legislação brasileira. Mesmo que, em tese, a exposição tenha começado por um deslize ou atitude do próprio envolvido, a propagação em massa desse tipo de conteúdo por terceiros configura crime grave.
O que diz a lei? No Brasil, compartilhar, distribuir, publicar ou vender fotos ou vídeos íntimos sem o consentimento da vítima é crime previsto pelo Artigo 218-C do Código Penal Brasileiro (incluído pela Lei nº 13.718/2018). A pena para quem repassa esse tipo de material — o famoso “encaminhar” no WhatsApp — pode variar de 1 a 5 anos de reclusão, podendo ser aumentada se o crime for praticado por motivo de vingança ou humilhação.
Ou seja: aquele “print” ou vídeo que você recebeu no grupo da firma ou dos amigos e resolveu repassar para frente pode render um sério processo criminal.
Até o momento, os envolvidos não se pronunciaram oficialmente sobre o vazamento das imagens ou sobre as medidas legais que serão tomadas para conter a distribuição do material. A internet não esquece, mas a justiça brasileira também não tem deixado o “crime da fofoca digital” passar batido.
Assuntos do momento:
Jornalista com mais de 9 anos de experiência, estudou na faculdade ESACM, e trabalhou no jornal impressos O Democrata, com circulação na região de São Roque, interior de São Paulo, bem como trabalhou na televisão, na REDETV em Osasco, sendo produtor do RedeTV News, trabalhou por um período no São Roque Notícias em 2011, e fundou o popular jornal Correio do Interior em 2016. Em 2020 tornou-se correspondente do Metrópoles no interior de São Paulo. Ainda em 2020 foi convidado pelo Google Brasil a participar do Google News Initiative (GNI) para aprimorar-se em boas práticas do jornalismo digital. Como jornalista é especialista em assuntos de vagas de trabalho, noticias locais e conteúdos de editoria regional e policial.
