O avanço dos estudos de engenharia e das sondagens de solo para o Metrô de Cotia – Linha 22-Marrom começa a dar contornos claros de como será o atendimento aos moradores de Cotia. Projetada para ligar o município diretamente à capital paulista através do eixo da Rodovia Raposo Tavares, a linha promete reconfigurar a mobilidade urbana da região oeste metropolitana. Ao todo, o projeto prevê uma extensão de quase 30 quilômetros, abrigando 19 estações, das quais um lote estratégico ficará inteiramente dentro do território cotiano.
De acordo com o traçado técnico que serve de base para o desenvolvimento do anteprojeto de engenharia e os estudos de impacto ambiental do Metrô, a cidade contará com sete estações. O ponto de partida na cidade será estruturado de forma integrada ao atual fluxo de ônibus locais e intermunicipais, expandindo-se rumo à divisa com os municípios vizinhos.
Onde vão ficar as estações de Cotia?
O plano de rotas desenhado pela companhia detalha uma cobertura que abrange desde a região central até o distrito da Granja Viana, passando por importantes bairros residenciais e comerciais paralelos à rodovia. Os pontos pré-definidos para receber o transporte sobre trilhos são:
- Estação Terminal Metropolitano: Será a estação final (ou inicial) da linha, localizada no centro da cidade, conectando o metrô diretamente ao Terminal de Ônibus de Cotia para facilitar a integração de quem vem de bairros mais distantes.
- Estação Vila Santo Antônio: Posicionada estrategicamente para atender o fluxo residencial desse bairro tradicional do município.
- Estação Sabiá: Planejada para cobrir a região comercial e habitacional nas proximidades do bairro Jardim Sabiá.
- Estação Parque Alexandra: Uma parada estratégica que visa desafogar os acessos rodoviários locais nesta altura da Raposo Tavares.
- Estação Estrada do Embu: Localizada em um entroncamento logístico fundamental para quem se desloca entre Cotia e as vias de acesso a Embu das Artes.
- Estação Mesopotâmia: Posicionada na altura do Jardim Mesopotâmia, garantindo cobertura para o adensamento residencial do entorno.
- Estação Granja Viana: Uma das paradas mais aguardadas do projeto, instalada no coração do distrito comercial e residencial da Granja Viana, ponto que também marcará o encerramento da primeira fase operacional planejada para a construção da linha.
Fases de implantação e operação
Conforme os parâmetros técnicos estipulados pela companhia de transporte, o projeto foi planejado para ser executado de forma escalonada, sendo dividido em duas etapas principais. A chamada Fase I compreende justamente o trecho considerado de maior carregamento, indo da Estação Sumaré, na capital, até a Estação Granja Viana. A partir deste ponto, a Fase II estenderá os trilhos por meio das outras seis estações restantes até o Terminal de Cotia.
O objetivo final da malha é transportar cerca de 649 mil passageiros diariamente, reduzindo de forma drástica o tempo de deslocamento até São Paulo. Apesar da definição das áreas que receberão as plataformas e os acessos de passageiros, as estruturas e os locais exatos dos poços ainda passam por refinamentos pelas empresas de engenharia à medida que os laudos das sondagens geológicas de subsolo são finalizados.
Jornalista com mais de 9 anos de experiência, estudou na faculdade ESACM, e trabalhou no jornal impressos O Democrata, com circulação na região de São Roque, interior de São Paulo, bem como trabalhou na televisão, na REDETV em Osasco, sendo produtor do RedeTV News, trabalhou por um período no São Roque Notícias em 2011, e fundou o popular jornal Correio do Interior em 2016. Em 2020 tornou-se correspondente do Metrópoles no interior de São Paulo. Ainda em 2020 foi convidado pelo Google Brasil a participar do Google News Initiative (GNI) para aprimorar-se em boas práticas do jornalismo digital. Como jornalista é especialista em assuntos de vagas de trabalho, noticias locais e conteúdos de editoria regional e policial.


