
Moradores de Osasco e de diversos bairros das zonas Oeste e Sul da capital paulista, como Lapa e Perdizes, foram surpreendidos por tremores de terra no início da noite desta segunda-feira (25). O fenômeno, que repercutiu rapidamente nas redes sociais, foi percebido principalmente por quem estava nos andares mais altos de edifícios residenciais e comerciais. Apesar do susto, as autoridades confirmaram que não houve registro de feridos ou de danos estruturais na região metropolitana.
O abalo coincidiu com um forte terremoto de magnitude 6,9 que atingiu a região norte do Chile, próximo à cidade de Calama, na Cordilheira dos Andes, de acordo com dados do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) e do Centro de Sismologia da USP.
Em nota, a Defesa Civil do Estado de São Paulo informou que acionou o Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP) para averiguar a situação. O sistema online do órgão universitário registrou um pico de notificações em tempo real enviadas pela população, concentradas majoritariamente em Osasco e na zona Oeste de São Paulo, o que validou os relatos que circulavam na internet.
Como o reflexo de um terremoto no Chile chega a São Paulo? De acordo com a Rede Sismográfica Brasileira, terremotos de grande magnitude na Cordilheira dos Andes podem se propagar por milhares de quilômetros. O reflexo é sentido na Grande São Paulo devido às características geológicas locais: a região está situada sobre uma bacia sedimentar, um tipo de terreno composto por camadas de sedimentos que atua como um amplificador natural de ondas sísmicas de baixa frequência. É por isso que moradores de prédios altos — que já balançam naturalmente para dissipar energia — sentem o efeito com mais intensidade.
Até o fechamento desta reportagem, o Corpo de Bombeiros informou que não recebeu chamados de emergência ou pedidos de vistoria técnica relacionados ao evento. As autoridades estaduais seguem monitorando a atividade sísmica e, embora a coincidência de horários e a explicação geológica apontem para o reflexo do sismo andino, a confirmação oficial de ligação direta entre os dois fenômenos ainda depende de análises técnicas mais detalhadas dos sismólogos.

Jornalista com mais de 9 anos de experiência, estudou na faculdade ESACM, e trabalhou no jornal impressos O Democrata, com circulação na região de São Roque, interior de São Paulo, bem como trabalhou na televisão, na REDETV em Osasco, sendo produtor do RedeTV News, trabalhou por um período no São Roque Notícias em 2011, e fundou o popular jornal Correio do Interior em 2016. Em 2020 tornou-se correspondente do Metrópoles no interior de São Paulo. Ainda em 2020 foi convidado pelo Google Brasil a participar do Google News Initiative (GNI) para aprimorar-se em boas práticas do jornalismo digital. Como jornalista é especialista em assuntos de vagas de trabalho, noticias locais e conteúdos de editoria regional e policial.




