Tremor na Cordilheira dos Andes é sentido por moradores de São Paulo e Osasco

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Tremor Na Cordilheira Dos Andes E Sentido Por Moradores De Sao Paulo E Osasco

Moradores de Osasco e de diversos bairros das zonas Oeste e Sul da capital paulista, como Lapa e Perdizes, foram surpreendidos por tremores de terra no início da noite desta segunda-feira (25). O fenômeno, que repercutiu rapidamente nas redes sociais, foi percebido principalmente por quem estava nos andares mais altos de edifícios residenciais e comerciais. Apesar do susto, as autoridades confirmaram que não houve registro de feridos ou de danos estruturais na região metropolitana.

O abalo coincidiu com um forte terremoto de magnitude 6,9 que atingiu a região norte do Chile, próximo à cidade de Calama, na Cordilheira dos Andes, de acordo com dados do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) e do Centro de Sismologia da USP.

Em nota, a Defesa Civil do Estado de São Paulo informou que acionou o Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP) para averiguar a situação. O sistema online do órgão universitário registrou um pico de notificações em tempo real enviadas pela população, concentradas majoritariamente em Osasco e na zona Oeste de São Paulo, o que validou os relatos que circulavam na internet.

Como o reflexo de um terremoto no Chile chega a São Paulo? De acordo com a Rede Sismográfica Brasileira, terremotos de grande magnitude na Cordilheira dos Andes podem se propagar por milhares de quilômetros. O reflexo é sentido na Grande São Paulo devido às características geológicas locais: a região está situada sobre uma bacia sedimentar, um tipo de terreno composto por camadas de sedimentos que atua como um amplificador natural de ondas sísmicas de baixa frequência. É por isso que moradores de prédios altos — que já balançam naturalmente para dissipar energia — sentem o efeito com mais intensidade.

Até o fechamento desta reportagem, o Corpo de Bombeiros informou que não recebeu chamados de emergência ou pedidos de vistoria técnica relacionados ao evento. As autoridades estaduais seguem monitorando a atividade sísmica e, embora a coincidência de horários e a explicação geológica apontem para o reflexo do sismo andino, a confirmação oficial de ligação direta entre os dois fenômenos ainda depende de análises técnicas mais detalhadas dos sismólogos.