Ski Park São Roque deverá pagar indenização milionária à familía de turista que morreu no parque

Na tarde de quinta-feira (13), o Ski Park São Roque comunicou o fechamento do parque por tempo indeterminado. A direção do parque decidiu por fazer o fechamento em meio a repercussão da morte de uma turista no dia 8 de abril.

A turista Luciana Morgado, de 42 anos, moradora de Campinas, aconteceu em um brinquedo de 350 metros de extensão, sendo um tobogã gigante. Ela desceu  no brinquedo com o filho de 7 anos no colo, e ao final do percurso da pista, foi arremessada em alta velocidade contra uma grade de ferro.

Luciana bateu violentamente com a cabeça na grade, teve uma parada cardiorrespiratória e morreu instantes depois na Santa Casa de São Roque.

Contudo, logo após ocorrido, no mesmo dia, o Ski Park fechou suas dependências e fez um comunicado nas redes sociais informando ocorrido.  O fato rapidamente se espalhou pelo Brasil, virou notícia em todos os jornais. Por ora, o parque aberto em 1998, e que levou oito anos para ser projetado, e que já foi sinônimo de turismo em São Roque, agora se vê no fundo do poço.

Juntamente com o fechamento do parque, o Ski também desativou os comentários de suas redes sociais. O Ski Mountain Park quer evitar que as pessoas comentem sobre o acidente, bem como relata outros ocorridos…

Indenização milionária para Família 

Sobretudo, a família de Luciana pode preparar um pedido de indenização de uma ação judicial no qual o Ski Park São Roque possivelmente vai enfrentar na Justiça muito em breve. 

Um especialista ouvido pelo Jornal Correio do Interior, o advogado Arthur Rollo, disse que o Código de Defesa do Consumidor, prevê o pagamento de indenização, pois neste caso a responsabilidade do parque “é objetiva”.

Todavia, com termo ou não de responsabilidade sobre possíveis acontecimento de acidentes, em que muitos parques orientam turistas a assinarem, se a pessoa morre no parque, o local tem a obrigação de responder criminalmente, diz Arthur Rollo, doutor e mestre em direito.

Contudo, o advogado especializado em direito do consumidor Fernando Oliveira Modenesi, destaca outro ponto do  pagamento de indenização.

Sobretudo, ele explica que o pagamento de indenização pode ser feito mensalmente para a família de Luciana, até o ano em que ela completaria 65 anos. Além disso, pode ocorrer de o parque ter que pagar ações de danos morais pelo sofrimento causado.

Investigações do acidente no Ski Park 

A Polícia Civil já ouviu algumas testemunhas do ocorrido. Inicialmente um funcionário do parque prestou depoimento, e deu informações e detalhes importantes para ajudar a Polícia.

Em suma, o funcionário que estava no monitoramento de turistas que desciam no Tobogã, disse que o sistema de segurança, uma rampa elevada da pista, falhou. Outro detalhe, dito no depoimento, é que o parque não fornece nenhum tipo de item de segurança para quem utiliza o tobogã. Nem ao menos um capacete.

Outro detalhe, é que a grade estava há dois metro de distância da turista.

Gradativamente a Polícia vai ouvindo e colhendo depoimento de mais pessoas, como turistas e funcionários, bem como diretores do parque.

Turista presenciou ocorrido…

Uma outra turista que estava no parque, sendo Janini Janeri, moradora de Jundiaí disse ao telejornal Tem Notícias, da TV Tem Sorocaba, que presenciou o ocorrido.

Janini disse que Luciana foi arremessada da pista do tobogã, juntamente com seu filho. Ela disse que ficou assustada com a situação e o modo como ocorreu. Além disso, disse que prestou socorro ao filho de Luciana, e que o menino estava com o rosto parcialmente desfigurado.

Por fim, ela disse que ficou indignada com o despreparo dos monitores do parque, que não souberam o que fazer, mal souberam prestar socorro a Luciana.

Fiscalização no parque

A Prefeitura de São Roque disse, em nota, que o parque conta com as licenças municipais para o funcionamento. Todavia, disse que  agentes da Divisão de Fiscalização realizaram uma vistoria no local. 

Nesta segunda, a fiscalização do Crea (Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura) também esteve no local. O objetivo foi conferir se a construção do tobogã seguiu as normas técnicas e de engenharia. O Crea deve imitir o laudo da vistoria em até 30 dias.