Renan Filho pode ser vice de Lula e Geraldo Alckmin projeta retorno ao governo de SP

O redesenho político para as próximas eleições presidenciais começa a ganhar corpo. A possível ascensão do MDB na chapa principal pode liberar Geraldo Alckmin para disputar o Palácio dos Bandeirantes.

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Renan Filho Pode Ser Vice De Lula E Geraldo Alckmin Projeta Retorno Ao Governo De Sp

O cenário político para a sucessão presidencial de 2026 começa a apresentar movimentações estratégicas que podem alterar a configuração do alto escalão do governo. No centro das atenções está o atual Ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB), cujo nome ganha força como um potencial sucessor de Geraldo Alckmin na vaga de vice-presidente em uma eventual chapa de reeleição com Luiz Inácio Lula da Silva.

A dança das Cadeiras: Renan Filho e o MDB

Embora Renan Filho tenha declarado publicamente que seu plano atual é disputar o Governo de Alagoas — estado que comandou entre 2015 e 2022 —, interlocutores em Brasília veem sua ascensão como uma forma de consolidar o apoio do MDB à base governista.

A movimentação, no entanto, enfrenta desafios internos na legenda:

  • Divisão Interna: Enquanto Renan Filho mantém cautela, o presidente do MDB, Baleia Rossi, ventila nomes como o de Michel Temer.
  • Perfil do Ministro: Renan Filho avalia que o MDB é heterogêneo e que qualquer união em torno de uma candidatura própria (como a de Temer) seria complexa.
  • Decisão Democrática: O ministro reforça que, ao contrário de outras siglas, o MDB decidirá seu destino em convenção nacional.

O destino de Geraldo Alckmin

A possível entrada de Renan Filho na chapa presidencial estaria diretamente ligada ao futuro de Geraldo Alckmin (PSB). A tese que ganha força nos bastidores é a de que o atual vice-presidente e Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços deve retomar seu protagonismo no cenário paulista.

Alckmin é cotado para disputar novamente o Governo de São Paulo, cargo que já ocupou por quatro mandatos. Sua candidatura seria uma estratégia para o governo federal ter um palanque forte no maior colégio eleitoral do país, enfrentando diretamente a influência do bolsonarismo no estado.

Análise: O que muda no tabuleiro político?

A eventual reconfiguração da chapa presidencial para 2026 desenha uma estratégia de “ganha-ganha” para o governo federal. A entrada de Renan Filho como vice na chapa de Lula não seria apenas uma escolha pessoal, mas um movimento tático para selar de vez a aliança com o MDB, garantindo ao governo uma base sólida no Congresso e uma capilaridade ainda maior na região Nordeste.

Simultaneamente, o deslocamento de Geraldo Alckmin para a disputa ao Governo de São Paulo resolve um dilema estratégico para o Planalto. Como São Paulo é o maior colégio eleitoral do país e hoje é o principal reduto da oposição, o retorno de Alckmin à disputa estadual oferece um palanque de peso e experiência para enfrentar o atual grupo político paulista.

Em resumo, essa “dança das cadeiras” permitiria que o governo federal mantivesse o apoio do centro (via MDB) enquanto tenta reconquistar o protagonismo direto no Palácio dos Bandeirantes com uma figura histórica do estado.