Raul Marcelo questiona superlotação e redução da frota e sucateamento dos ônibus em Sorocaba

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Raul Marcelo Questiona Superlotação E Redução Da Frota E Sucateamento Dos Ônibus Em Sorocaba

O vereador Raul Marcelo (PSOL) protocolou requerimento nesta sexta-feira (27) cobrando explicações da Prefeitura de Sorocaba e da Urbes – Trânsito e Transportes sobre a crise no transporte coletivo. A iniciativa reúne denúncias de usuários e trabalhadores e expõe falhas graves na prestação do serviço.

Entre os principais problemas apontados estão a superlotação, as longas filas em bairros e terminais, atrasos frequentes e as condições precárias dos veículos. O cenário se agrava com a redução da frota: segundo o Sindicato dos Rodoviários de Sorocaba e Região, 21 ônibus foram retirados das linhas regulares entre o final de 2024 e o início de 2025. Há ainda relatos recorrentes de veículos sucateados, inclusive na linha Expresso Cajuru/Éden, além da circulação de ônibus antigos que podem estar em desacordo com o contrato, que limita a idade da frota a 10 anos.

Para o parlamentar, a situação é ainda mais preocupante diante dos altos repasses públicos — que ultrapassam R$ 1 bilhão ao longo de oito anos de concessão —, do recente aumento de 20,45% na tarifa e do fim do Passe Livre para Estudantes, sem que haja melhorias proporcionais no serviço. Ele também cita o julgamento do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo que considerou irregular o contrato sem licitação firmado com a empresa City Transportes, no valor de R$ 57,5 milhões.

O requerimento ainda pede informações sobre casos de assédio e importunação sexual contra mulheres no transporte coletivo, cobrando medidas de prevenção, além de mais segurança para passageiros e motoristas diante de episódios recentes de violência. O legislador do PSOL questiona, também, a fiscalização do serviço, eventuais penalidades à concessionária e o cronograma de renovação da frota. Como exemplo da gravidade da situação, menciona o caso recente de um homem que furtou um ônibus e colidiu contra um poste.

Para Raul Marcelo, a situação é inadmissível. “A população sorocabana paga mais caro e recebe um serviço cada vez pior. É um desrespeito com quem depende do transporte todos os dias. Cabe ao poder público fiscalizar com rigor, exigir qualidade e garantir segurança. O que vemos hoje é negligência e omissão diante de um serviço essencial. Isso não pode ser tratado como normal. É preciso dar um basta nesse descaso.”