Presença de bactéria KPC trava internações no Hospital Mário Gatti em Campinas

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Presença De Bactéria Kpc Trava Internações No Hospital Mário Gatti Em Campinas

A confirmação de novos casos da bactéria KPC (Klebsiella pneumoniae carbapenemase) desencadeou uma reorganização crítica na rede municipal de saúde de Campinas, gerando filas de espera e incertezas para os pacientes. No Hospital Municipal Dr. Mário Gatti, a interdição parcial da UTI Adulto — que não recebe novos pacientes desde o dia 10 de março — provocou um efeito cascata: leitos de enfermaria estão sendo usados para casos graves, deixando pacientes da emergência retidos em macas.

O impacto é sentido diretamente por famílias como a de Fábio Marques da Silva, que aguarda vaga para a cirurgia de fêmur da mãe. Segundo ele, a falta de previsão e a ausência de esclarecimentos sobre o surto bacteriano aumentam a angústia de quem depende da unidade.

Atualmente, nove pacientes infectados estão em isolamento sob cuidados de equipes exclusivas. A Rede Mário Gatti estima que a normalização do fluxo de atendimento ocorra em até 30 dias, prazo necessário para cumprir o plano de contingência e segurança sanitária.