
Uma denúncia grave de descaso administrativo e desrespeito às normas básicas de higiene chegou à redação do Jornal Correio do Interior nesta semana. Servidores municipais de Mairinque, que preferem manter o anonimato por medo de retaliações e perseguições políticas, relatam uma situação degradante: a falta de banheiros adequados para o contingente de trabalhadores da prefeitura.
De acordo com os relatos, a infraestrutura sanitária de um dos setores da administração entrou em colapso. O que deveria ser um direito básico garantido pela legislação trabalhista tornou-se um cenário de improviso e constrangimento. Servidores afirmam que, devido a constantes entupimentos, homens e mulheres estão sendo obrigados a compartilhar o mesmo espaço, o que fere a privacidade e a organização do ambiente de trabalho.
“Somente Xixi”
O ponto mais crítico da denúncia envolve a interdição parcial dos vasos sanitários. Segundo as fontes, placas com os dizeres “somente fazer xixi” foram instaladas nos banheiros que ainda restam, numa tentativa desesperada de evitar novos entupimentos.
A situação chegou ao extremo de servidores precisarem abandonar o posto de trabalho e se deslocar até suas residências para realizar necessidades fisiológicas básicas. “É uma situação humilhante. No horário do almoço, formam-se filas e o mau cheiro é constante. Estamos trabalhando em condições precárias e o prefeito parece ignorar o problema”, desabafou um familiar de um dos funcionários.
O que diz a Lei (NR-24)
Diferente do que muitos gestores acreditam, a quantidade e a qualidade dos banheiros em ambientes de trabalho não são opcionais. A Norma Regulamentadora 24 (NR-24) do Ministério do Trabalho estabelece diretrizes rígidas:
- Separação por sexo: Os banheiros devem ser separados por gênero, garantindo o isolamento visual e a privacidade.
- Proporção: É exigido um conjunto de bacia sanitária e lavatório para cada grupo de 20 trabalhadores (ou fração) por turno.
- Manutenção: Os gabinetes sanitários devem ser mantidos em estado de limpeza e conservação, com funcionamento hidráulico perfeito.
O Silêncio da Administração
Os funcionários alegam que diversas queixas já foram formalizadas internamente, mas que não houve qualquer movimentação da prefeitura para realizar as reformas necessárias ou a desobstrução profissional das redes de esgoto. A ausência de resposta do Executivo Municipal tem gerado um clima de indignação entre o funcionalismo público.
A equipe de reportagem do Correio continuará acompanhando o caso e já solicitou um posicionamento oficial da Prefeitura de Mairinque sobre o cronograma de manutenção dessas unidades. Até o fechamento desta edição, não houve resposta.
Nota da Redação: Se você possui fotos da sinalização improvisada ou mais detalhes sobre quais secretarias estão sendo afetadas, entre em contato com nosso canal de denúncias. O sigilo da fonte é garantido pela Constituição Federal.

Jornalista com mais de 9 anos de experiência, estudou na faculdade ESACM, e trabalhou no jornal impressos O Democrata, com circulação na região de São Roque, interior de São Paulo, bem como trabalhou na televisão, na REDETV em Osasco, sendo produtor do RedeTV News, trabalhou por um período no São Roque Notícias em 2011, e fundou o popular jornal Correio do Interior em 2016. Em 2020 tornou-se correspondente do Metrópoles no interior de São Paulo. Ainda em 2020 foi convidado pelo Google Brasil a participar do Google News Initiative (GNI) para aprimorar-se em boas práticas do jornalismo digital. Como jornalista é especialista em assuntos de vagas de trabalho, noticias locais e conteúdos de editoria regional e policial.




