Polícia investiga caso de agressão e possível tortura contra aluno autista em Sorocaba

Advertisements

Polícia Investiga Caso De Agressão E Possível Tortura Contra Aluno Autista Em Sorocaba

A Polícia Civil de Sorocaba está analisando imagens de câmeras de segurança e conduzindo exames periciais para investigar a denúncia de agressão contra um aluno autista de 11 anos. O caso, ocorrido em uma escola estadual no Parque das Laranjeiras, envolve uma cuidadora que deveria acompanhar o estudante exclusivamente, mas é suspeita de violência física e psicológica.

De acordo com o delegado responsável, Acácio Leite, as investigações preliminares indicam que o menino — que possui Transtorno do Espectro Autista (nível 2 de suporte), deficiência intelectual e TDAH — foi chacoalhado violentamente e teve o braço apertado pela profissional.

Além da violência física, o boletim de ocorrência detalha situações degradantes:

  • Privação básica: O aluno teria sido impedido de utilizar o banheiro e de se alimentar.
  • Comportamento atípico: A mãe da vítima, Denise Santos, relatou que o filho passou a apresentar resistência para ir à escola e chegava em casa chorando frequentemente.

Embora o caso tenha sido registrado inicialmente como maus-tratos, o delegado Acácio Leite não descarta uma tipificação mais grave após o encerramento das diligências. “O caso poderá ser classificado como tortura”, afirmou a autoridade policial.

A Secretaria Estadual da Educação, por meio da Unidade Regional de Ensino (URE) de Sorocaba, informou que a profissional era contratada por uma empresa terceirizada e já foi afastada e substituída. A escola afirmou que tomou as providências assim que a diretoria visualizou as imagens das agressões.

“Minhas perguntas eram respondidas com relatos de que a tia apertava o braço dele e brigava quando ele ia ao banheiro. Quero justiça, ela não está apta para cuidar de criança nenhuma”, desabafou Denise Santos, mãe da vítima.

A polícia também investiga se houve omissão por parte de outros funcionários da unidade. Caso comprovado que tinham conhecimento das agressões e não interferiram, eles podem ser responsabilizados como coautores.

Canais de Denúncia: Casos de violência contra crianças e adolescentes podem ser reportados ao Conselho Tutelar ou pelo Disque 100.