
Odailton de Oliveira Silva, conhecido profissionalmente como Dato de Oliveira, faleceu na tarde de terça-feira (19 de maio) após ser baleado durante uma tentativa de assalto na Avenida do Rio Pequeno, região do Butantã, Zona Oeste de São Paulo. O piloto de helicóptero tinha 70 anos e deixa um legado de mais de cinco décadas dedicadas à aviação, consolidando-se como uma figura respeitada no meio aeronáutico brasileiro.
A trajetória profissional de Dato de Oliveira transcendeu os limites convencionais de um piloto de helicóptero. Com mais de 50 anos de experiência na aviação, ele se tornou conhecido principalmente por sua atuação como piloto do Globocop, helicóptero utilizado pela TV Globo em São Paulo para transmissões aéreas e cobertura jornalística. Essa posição o colocou em destaque na mídia brasileira, permitindo que participasse de momentos históricos da televisão nacional.
Além de sua carreira nos céus, Dato diversificou suas atividades profissionais de forma notável. Apresentava-se em suas redes sociais como “piloto de helicópteros há 50 anos, escritor, ator e palestrante”, demonstrando uma versatilidade rara entre profissionais da aviação. Sua presença multifacetada na cultura brasileira evidencia uma personalidade que transcendia a rotina técnica de pilotar aeronaves.
A incursão de Dato de Oliveira no universo artístico marcou presença em produções cinematográficas relevantes. O piloto participou dos filmes nacionais “VIPs” e “Marighella”, expandindo seu alcance para além do segmento aeronáutico. Essa participação em projetos cinematográficos reforça o reconhecimento que conquistou fora do ambiente profissional da aviação.
Em 2023, Dato consolidou sua trajetória ao lançar a autobiografia intitulada “Voar é a Segunda Melhor Coisa do Mundo”, uma obra que reunia suas memórias e experiências acumuladas ao longo de cinco décadas. O livro foi apresentado no programa de Jô Soares, um dos principais espaços de discussão cultural da televisão brasileira, indicando a relevância de sua narrativa para o público geral.
Nas redes sociais, o piloto mantinha ativo o compartilhamento de histórias profissionais e bastidores do universo aeronáutico, cultivando uma comunidade de seguidores interessados em suas experiências e perspectivas sobre a aviação. Essa presença digital demonstrava sua capacidade de se manter conectado com as novas formas de comunicação, apesar de sua idade avançada.
O falecimento de Dato ocorreu em circunstâncias violentas que chocaram a comunidade aeronáutica e o público em geral. Segundo informações divulgadas pelo portal Cotia e Cia, o piloto dirigia pela faixa da direita da Avenida do Rio Pequeno com o vidro do carro aberto quando foi surpreendido por um criminoso em motocicleta. Câmeras de segurança registraram o momento em que o assaltante encostou ao lado do veículo e anunciou o roubo.
Instantes depois, o suspeito disparou contra a vítima praticamente à queima-roupa, um disparo fatal que vitimou o experiente piloto. Após o tiro, o criminoso fugiu do local, deixando para trás um cenário de violência urbana. O carro conduzido por Dato perdeu o controle e colidiu contra um ônibus que trafegava pela avenida.
O Corpo de Bombeiros foi acionado e realizou o resgate da vítima, transportando-a até o Hospital Universitário. Apesar dos esforços da equipe médica, o piloto não resistiu aos ferimentos causados pelo disparo. A morte de Dato de Oliveira representa mais um episódio da violência que assola as ruas de São Paulo, afetando pessoas de diferentes perfis e idades.
Legado
A morte de Odailton de Oliveira Silva representa a perda de uma figura singular no cenário da aviação brasileira. Sua contribuição transcendeu a operação técnica de helicópteros, estendendo-se pela preservação de memórias históricas, pela produção cultural e pelo compartilhamento de conhecimento com as novas gerações de profissionais da aviação.
A trajetória de Dato de Oliveira serve como testemunho de uma era da aviação brasileira, período em que pilotos como ele construíram a infraestrutura aérea do país. Sua morte prematura em um assalto comum contrasta dramaticamente com a importância de sua vida profissional e cultural, reforçando as preocupações com a segurança pública nas grandes cidades brasileiras.
O legado do piloto permanecerá através de suas obras literárias, participações cinematográficas e nas memórias daqueles que tiveram o privilégio de conhecer sua trajetória extraordinária nos céus de São Paulo.

Jornalista com mais de 9 anos de experiência, estudou na faculdade ESACM, e trabalhou no jornal impressos O Democrata, com circulação na região de São Roque, interior de São Paulo, bem como trabalhou na televisão, na REDETV em Osasco, sendo produtor do RedeTV News, trabalhou por um período no São Roque Notícias em 2011, e fundou o popular jornal Correio do Interior em 2016. Em 2020 tornou-se correspondente do Metrópoles no interior de São Paulo. Ainda em 2020 foi convidado pelo Google Brasil a participar do Google News Initiative (GNI) para aprimorar-se em boas práticas do jornalismo digital. Como jornalista é especialista em assuntos de vagas de trabalho, noticias locais e conteúdos de editoria regional e policial.







