PEC 12/2022: Proposta que pode pôr fim à reeleição e ampliar mandatos avança no Congresso

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Brasília — A Proposta de Emenda à Constituição nº 12, de 2022, voltou a ganhar destaque no debate político nacional ao avançar em sua tramitação no Senado Federal. De autoria de um grupo de senadores, entre eles Jorge Kajuru (PODEMOS-GO), Paulo Paim (PT-RS) e Eduardo Girão (NOVO-CE), a PEC propõe alterações profundas nas regras eleitorais brasileiras, com impacto direto no sistema político vigente desde a aprovação da reeleição no Brasil em 1997. �
Senado Federal
A principal mudança prevista na proposta é a eliminação da reeleição para os chefes do Poder Executivo — presidente da República, governadores e prefeitos — para o mesmo cargo no período subsequente. Pelo texto, o mandato desses ocupantes teria duração de cinco anos, em vez dos atuais quatro, e não seria permitida uma nova candidatura imediata ao mesmo cargo após o término do mandato. �
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A PEC 12/2022 também prevê, em seu escopo legislativo, alterações relacionadas aos mandatos de senadores, propondo que passem a ter cinco anos, o que igualaria o tempo de mandato no Legislativo ao do Executivo, segundo o texto de tramitação. �
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O relator da matéria na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado, senador Marcelo Castro (MDB-PI), apresentou parecer favorável ao texto básico, rejeitando várias das emendas apresentadas por senadores que buscavam modificar aspectos como a duração do mandato ou incluir restrições adicionais de elegibilidade. �
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A defesa da proposta por seus autores e apoiadores se ancora no argumento de que o fim da reeleição promoveria uma maior igualdade de condições entre candidatos e reduziria o uso da máquina pública em campanhas eleitorais, incentivando a alternância de poder. Por outro lado, críticos afirmam que a medida pode trazer desafios à governabilidade e limitar a capacidade de continuidade de projetos administrativos iniciados durante os mandatos atuais, além de suscitar debates sobre a adaptação do calendário eleitoral e das instituições ao novo tempo de mandato. �
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Após a aprovação na CCJ, a PEC 12/2022 segue para votação no plenário do Senado e, caso seja aprovada, será enviada à Câmara dos Deputados, onde ainda terá de passar por dois turnos de votação, conforme exige o processo de emenda constitucional. A data para esses debates ainda não foi definida. �
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A proposta insere-se num contexto mais amplo de discussões sobre o sistema político brasileiro, que inclui outras iniciativas legislativas visando reformas no regime eleitoral e no financiamento de campanhas. À medida que a tramitação avança, a PEC 12/2022 tem potencial de redefinir o modelo eleitoral vigente, tornando-se um dos temas mais observados da pauta legislativa em 2025 e 2026. �