Mulher não aceita fim de casamento de 28 anos e coloca fogo na casa de ex em Ibiúna

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Mulher Não Aceita Fim De Casamento De 28 Anos E Coloca Fogo Na Casa De Ex Em Ibiúna

O fim de um relacionamento de quase três décadas terminou em crime e destruição no bairro Piai, na última quinta-feira (24/04). Uma mulher é acusada de invadir e incendiar a residência de seu ex-companheiro, de quem estava separada desde meados de 2024. O caso, registrado na Delegacia de Polícia de Ibiúna, expõe os riscos de ameaças não reportadas às autoridades.

De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima estava nas proximidades do imóvel quando avistou a suspeita portando um galão de gasolina. Ao ter a entrada negada pelo ex-companheiro, a mulher teria utilizado uma ferramenta para estourar a janela da cozinha e invadir a propriedade.

Pouco tempo depois, testemunhas avistaram a autora deixando o local enquanto uma fumaça densa tomava conta da residência. Em um ato de desespero, o homem utilizou baldes de água para tentar conter o incêndio, evitando que a estrutura da casa fosse totalmente consumida, mas não conseguiu salvar seus pertences.

A lista de bens destruídos pelas chamas é extensa e inclui:

  • Eletrodomésticos: Geladeira, máquina de lavar e televisão;
  • Mobiliário: Cama e guarda-roupa;
  • Itens Pessoais: Celulares e chuveiro.

A única posse que a vítima conseguiu resgatar foi sua carteira com documentos. À polícia, o homem relatou que o término do relacionamento foi motivado pelo comportamento obsessivo e agressivo da ex-mulher. Apesar de ter sofrido ameaças de morte anteriormente, ele admitiu não ter registrado queixas por acreditar que as promessas de violência não seriam concretizadas.

Investigação

A área, que pertence a um familiar da vítima, foi isolada para o trabalho da Polícia Científica. Os peritos devem analisar os vestígios do combustível utilizado e a extensão dos danos estruturais.

Alerta Especialista: Autoridades reforçam que ameaças devem ser registradas imediatamente. O “silêncio” da vítima muitas vezes é interpretado pelo agressor como uma permissão para a escalada da violência, que pode culminar em danos ao patrimônio ou atentados contra a vida.

O caso foi tipificado como incêndio criminoso e segue sob investigação pela Polícia Civil. Até o momento, não há informações sobre a prisão da autora.