Morre segunda vítima de atropelamento na Raposo Tavares em São Roque

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Idoso Que Morreu Atropelado Na Raposo Em São Roque Era Muito Amado Por Moradores Locais

Dois dias após o atropelamento que vitimou Dirceu Pinto, de 78 anos, as margens da Rodovia Raposo Tavares em São Roque na noite de sexta0feira (27/03), sua esposa, Verônica Welicz Klosowski, de 79 anos, também não resistiu aos ferimentos. Ela faleceu neste domingo (29) após ser transferida do Hospital de Cotia para uma unidade em Franca.

O casal retornava de Barueri, onde visitara a filha que se recuperava de uma cirurgia. Após utilizarem o transporte público, os idosos desembarcaram no ponto da Rodovia Raposo Tavares próximo à sua residência. Ao tentarem atravessar a pista junto a outros passageiros, foram atingidos por um veículo modelo Volkswagen Up, de cor preta.

O impacto foi severo: ambos sofreram paradas cardiorrespiratórias ainda na pista. Dirceu chegou sem vida à Santa Casa local na sexta-feira. Verônica lutou pela vida durante o final de semana, mas o quadro de saúde se agravou.

O motorista do veículo, morador de Cotia, não parou imediatamente no ponto da colisão. Mais tarde, ele se apresentou à Polícia Rodoviária, alegando que seguiu adiante por medo de linchamento, mas que acionou o socorro via telefone e retornou ao local a pé.

Na delegacia de São Roque, o condutor passou pelo teste do bafômetro, que apresentou resultado negativo para o consumo de álcool. Ele foi liberado após prestar depoimento, e o caso segue sob investigação.

Clamor por segurança

A tragédia de “Dona Verônica”, como era carinhosamente conhecida a descendente de ucranianos no bairro, transformou o luto em indignação. No sábado, moradores da Vila Vilma bloquearam a rodovia em um protesto por melhorias.

As reivindicações da comunidade são antigas e pontuais:

  • Instalação de passarela: A ausência de uma travessia segura obriga idosos e trabalhadores a arriscarem a vida entre os carros.
  • Iluminação pública: O trecho é considerado perigoso durante o período noturno.
  • Segurança viária: Moradores afirmam que a duplicação da via aumentou a velocidade dos veículos sem oferecer suporte aos pedestres.

Enquanto o corpo de Dirceu foi sepultado neste domingo, a família ainda organiza as cerimônias de despedida de Verônica. A tragédia deixa um vazio na Vila Vilma e um alerta urgente às autoridades sobre o custo humano da falta de infraestrutura urbana.