Moradora cobra ação de Eduardo Thomaz contra aumento do pedágio free flow na região

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Justiça Nega Pedido De Prefeito De Mairinque, Eduardo Thomaz Contra Correio Do Interior

O anúncio do reajuste de 4,44% nas tarifas de pedágio das rodovias da região — incluindo o sistema Free Flow na Rodovia Raposo Tavares (SP-270) — acendeu um estopim de indignação em Mairinque. Nas redes sociais, moradores já passaram a cobrar o prefeito de Mairinque, Eduardo Thomaz, sobre a situação, tendo em vista que trabalhadores e estudantes terão parte de seu orçamento mensal comprometidos com o pagamento de tarifas de pedágio entre um viagem e outra pela região.

O desabafo de uma moradora da cidade nas redes sociais, Quendra Danubia, resume o sentimento de impotência da população:

“O que o senhor fará pelo munícipe mairinquense que trabalha fora e vai ter que pagar caro para trazer o alimento para casa?”, questionou, em uma publicação direcionada ao chefe do Executivo e ao Governador do Estado.

O “Custo Mairinque”

Diferente de grandes centros, Mairinque possui uma característica de “cidade-dormitório” para uma parcela significativa da população, que precisa acessar diariamente Sorocaba, São Roque ou Itu para diferenets situações, como trabalhar, edudar e buscar por tratamento médico em centros de saúde e hispitais mais estruturados.

Trabalho: Milhares de profissionais utilizam veículos próprios ou aplicativos para chegar às indústrias e comércios vizinhos.

Educação: Estudantes universitários dependem do trajeto diário pela Raposo Tavares.

Saúde: Muitos moradores realizam tratamentos especializados fora do município, aliviando o sistema público local, mas arcando com os custos de transporte.

    Críticas à Infraestrutura e à Concessionária

    A revolta não se limita ao preço. Moradores alegam que a duplicação realizada pela concessionária CCR e o novo sistema de cobrança ignoram as necessidades básicas de acesso aos bairros. A falta de retornos adequados e passarelas em pontos estratégicos estaria “dividindo o município em pequenas ilhas”, dificultando o direito de ir e vir da comunidade.

    “Estamos de mãos atadas, impotentes, à deriva”, afirmou a munícipe em seu apelo público, reforçando que o aumento da tarifa é visto como um “abuso” diante das falhas na entrega das melhorias prometidas.

    O Papel do Poder Público

    A expectativa da comunidade é que a Prefeitura de Mairinque atue politicamente junto à Artesp e ao Governo do Estado para buscar alternativas que minimizem o impacto financeiro. Entre as sugestões levantadas por grupos comunitários estão:

    • Negociação de isenções ou descontos diferenciados para veículos com placa de Mairinque.
    • Fiscalização rigorosa dos acessos e retornos nos bairros afetados pela nova configuração da rodovia.
    • Diálogo com a concessionária para mitigar os danos à mobilidade urbana local.

    Até o momento, os moradores aguardam uma resposta oficial do gabinete do prefeito sobre quais medidas serão tomadas para defender os interesses de quem vive e trabalha na cidade.