O que deveria ser um momento de alívio, organização financeira e tranquilidade acabou se transformando em uma grande dor de cabeça para uma jovem moradora de Mairinque, no dia 6 de fevereiro. Após receber o pagamento do mês, ela se preparava para quitar despesas essenciais, como aluguel, conta de luz, água e internet, quando cometeu um erro ao realizar uma transferência via Pix, no valor de R$ 1.400.
Segundo relato da jovem, o valor foi transferido por engano para a conta de um homem identificado como Denis, também morador de Mairinque. O erro só foi percebido após a pessoa que deveria receber o pagamento correto entrar em contato cobrando o valor. Convicta de que havia pago o valor, a jovem conferiu o comprovante da transferência e constatou que o Pix havia sido direcionado a outra pessoa.
A confusão ocorreu porque o verdadeiro destinatário do pagamento possui o mesmo nome da pessoa que recebeu o Pix por engano. Além disso, a jovem tinha o número de Denis salvo no celular, já que ele atua com serviços de carreto e transporte na cidade e havia prestado um serviço a ela anteriormente. No momento da transferência, ao selecionar o contato pelo nome, acabou realizando o pagamento para a pessoa errada.
Assim que percebeu o equívoco, a jovem entrou em contato com Maicon por ligação telefônica e explicou detalhadamente a situação, solicitando a devolução do valor. De acordo com ela, o homem reagiu com risadas, não demonstrou disposição para resolver o problema e encerrou a ligação, passando a ignorar novas tentativas de contato.
Diante do desespero e do prejuízo financeiro, a jovem tentou obter ajuda por meio de amigos e familiares. Com uma foto do homem disponível em seu WhatsApp, ela buscou informações sobre onde ele morava. Algumas pessoas afirmaram conhecê-lo e confirmaram que ele reside no bairro Vila Granada. Mesmo com tentativas de intermediação feitas por terceiros, Maicon não respondeu às solicitações e não demonstrou interesse em devolver o valor.
Sem sucesso nas tentativas de solução amigável, a jovem procurou a Polícia Civil onde registrou um boletim de ocorrência. O caso agora deve ser investigado e, conforme prevê o Código Penal, o caso configura apropriação indébita, uma vez que o dinheiro foi recebido por engano e, ainda assim, não teria sido devolvido, contrariando o princípio da boa-fé — já que ele foi comunicado do erro.
A reportagem tentou contato com Denis para obter sua versão dos fatos, questionando se o valor ainda estaria disponível ou se haveria interesse em realizar a devolução, mesmo de forma parcelada. Até o fechamento desta matéria, não houve retorno.

Jornalista com mais de 9 anos de experiência, estudou na faculdade ESACM, e trabalhou no jornal impressos O Democrata, com circulação na região de São Roque, interior de São Paulo, bem como trabalhou na televisão, na REDETV em Osasco, sendo produtor do RedeTV News, trabalhou por um período no São Roque Notícias em 2011, e fundou o popular jornal Correio do Interior em 2016. Em 2020 tornou-se correspondente do Metrópoles no interior de São Paulo. Ainda em 2020 foi convidado pelo Google Brasil a participar do Google News Initiative (GNI) para aprimorar-se em boas práticas do jornalismo digital. Como jornalista é especialista em assuntos de vagas de trabalho, noticias locais e conteúdos de editoria regional e policial.

