Irmãos brigam por causa de documento e caso acaba em morte em Ribeirão Preto

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Irmãos Brigam Por Causa De Documento E Caso Acaba Em Morte Em Ribeirão Preto

Uma disputa banal por documentos culminou em uma tragédia familiar na manhã desta terça-feira (31), no bairro Ipiranga. O que começou como uma discussão entre dois irmãos terminou com um homem de 50 anos morto e o outro preso em flagrante após um embate violento dentro da residência onde moravam.

O crime ocorreu no cruzamento das ruas Tajaçu e Itaguaçu. De acordo com relatos de Simone Sulino, irmã dos envolvidos, a briga teria sido motivada por um desentendimento a respeito de documentos pessoais. Volney Sulino, de 50 anos, teria acusado o irmão, Wilson Sulino, de estar em posse de seus papéis.

Durante o desentendimento, Volney teria atingido a cabeça de Wilson com uma tijolada. Em resposta, Wilson teria se armado com uma tesoura e desferido golpes fatais contra o irmão. Ironicamente, Simone revelou que, após o ocorrido, os documentos foram encontrados no próprio bolso de Volney.

A família relatou que a convivência entre os irmãos havia se deteriorado drasticamente nos últimos meses. Segundo Simone, Volney era usuário de drogas e seu comportamento tornou-se agressivo e ameaçador após a morte da mãe da dupla, ocorrida há cerca de seis meses.

“Eu corri para a casa deles assim que o Wilson me ligou ferido, mas quando o socorro chegou, o Volney já não apresentava sinais vitais”, lamentou a irmã em entrevista.

Procedimentos Policiais

A Polícia Militar isolou a área para o trabalho da perícia técnica. O corpo de Volney foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Ribeirão Preto.

Wilson Sulino, que apresentava ferimentos na cabeça decorrentes da tijolada, recebeu atendimento médico em uma unidade hospitalar local. Após receber alta e curativos, ele foi conduzido à Central de Polícia Judiciária (CPJ).

Até o fechamento desta edição, Wilson permanecia à disposição da justiça. A Polícia Civil deve investigar se o caso será enquadrado como homicídio qualificado ou se será acatada a tese de legítima defesa, conforme alegado pelo sobrevivente no momento da prisão.