
Reginaldo Rivelino Jandoso, conhecido pelo apelido Piá, figura marcante na história recente da Ponte Preta, foi preso na segunda-feira (2 de março) após uma fuga precipitada de uma abordagem da Polícia Militar no município de Sumaré, interior de São Paulo. O ex-atleta, que conquistou o carinho da torcida pontepretana durante sua atuação no fim dos anos 1990 e início dos anos 2000, enfrentava um mandado de prisão em aberto pela Justiça, informação que o levou a tentar escapar durante a abordagem policial.
De acordo com relato de policiais do Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep), Piá demonstrou nervosismo ao perceber a aproximação dos agentes e se recusou a respeitar os sinais de parada. O incidente se desenrolou por um período considerável, culminando na invasão do Condomínio Real Park, localizado na Rua Romilda Tomazin Borro, onde o ex-jogador destruiu a cancela do empreendimento durante sua tentativa de fuga.
Trajetória de Problemas com a Lei
O ex-jogador apresenta um histórico preocupante de passagens pela polícia, situação que contrasta significativamente com o legado positivo que deixou nos campos de futebol. Durante seu depoimento à polícia, Piá reconheceu conscientemente sua condição de foragido da Justiça, admitindo que a razão pela qual optou pela fuga foi exatamente evitar ser capturado novamente.
A condenação pendente contra o ex-atleta é de dois anos e oito meses de prisão em regime inicial fechado. Apesar da fuga e dos danos causados ao condomínio, os policiais do Baep não localizaram nenhum item ilícito em sua posse durante a abordagem, o que sugere que a fuga foi motivada exclusivamente pela situação legal preexistente.
A prisão de Piá marca um contraste marcante com a memória que muitos torcedores da Ponte Preta mantêm do ex-jogador. Durante sua passagem pelo clube campineiro, o atleta conquistou admiração pela qualidade técnica e pelo comprometimento demonstrado em campo. Sua atuação no fim da década de 1990 e nos primeiros anos do século XXI coincidiu com um período importante na história recente da instituição.
A trajetória de Piá exemplifica um fenômeno não incomum no futebol brasileiro, onde jogadores que atingem destaque e reconhecimento público enfrentam dificuldades significativas após o encerramento de suas carreiras profissionais. Questões relacionadas a adaptação à vida civil, gestão financeira e pressões psicológicas frequentemente afetam atletas que vivenciaram o auge do sucesso esportivo.
A abordagem que resultou na prisão de Piá ocorreu em circunstâncias aparentemente rotineiras. Os policiais do Baep realizavam atividades de patrulhamento quando avistaram o ex-jogador. No entanto, a reação imediata de nervosismo e a subsequente recusa em obedecer aos sinais de parada transformaram um procedimento comum em um incidente que envolveu destruição de propriedade privada.
A invasão do Condomínio Real Park e a destruição da cancela do empreendimento adicionam complexidade à situação legal de Piá, potencialmente resultando em acusações adicionais além daquelas já pendentes. O comportamento durante a fuga sugere um estado de desespero ou pânico, características que frequentemente emergem quando indivíduos foragidos percebem iminente captura.
Com a prisão efetivada, Piá agora enfrenta o cumprimento de sua sentença original de dois anos e oito meses em regime fechado, além das possíveis consequências legais relacionadas aos incidentes ocorridos durante a fuga. A situação levanta questões sobre reintegração social e oportunidades de ressocialização para ex-atletas que enfrentam dificuldades após suas carreiras profissionais.
A história de Piá permanece como um lembrete do contraste entre o brilho dos holofotes esportivos e as realidades enfrentadas por muitos atletas em suas vidas pessoais. Enquanto os torcedores da Ponte Preta podem recordar com nostalgia suas contribuições em campo, o ex-jogador agora enfrenta as consequências de suas escolhas recentes, servindo como exemplo das complexidades que frequentemente acompanham a transição da vida profissional para a realidade cotidiana.

Jornalista com mais de 9 anos de experiência, estudou na faculdade ESACM, e trabalhou no jornal impressos O Democrata, com circulação na região de São Roque, interior de São Paulo, bem como trabalhou na televisão, na REDETV em Osasco, sendo produtor do RedeTV News, trabalhou por um período no São Roque Notícias em 2011, e fundou o popular jornal Correio do Interior em 2016. Em 2020 tornou-se correspondente do Metrópoles no interior de São Paulo. Ainda em 2020 foi convidado pelo Google Brasil a participar do Google News Initiative (GNI) para aprimorar-se em boas práticas do jornalismo digital. Como jornalista é especialista em assuntos de vagas de trabalho, noticias locais e conteúdos de editoria regional e policial.






