Guarda Municipal que matou mulher em São Roque foi “cobrar dívida”

A Polícia Civil de São Roque, interior de São Paulo, encerrou a investigação do assassinato de uma mulher no bairro Goianã, ocorrido em 14 de junho. A mulher foi morta a tiros por dois homens. Um deles é um Guarda Municipal da cidade de Araçariguama, e figura conhecida em São Roque, sendo Eloy Henrique.

Eloy participava de eventos musicais pela cidade em diferentes eventos.

O GCM Eloy com o amigo invadiram a casa da mulher que havia saído da cadeia há poucos dias e atiraram contra ela por várias vezes. Os delegados Acácio Aparecido Leite e José Humberto Urban Filho, da Seccional de Sorocaba deram detalhes da investigação.

Em suma, a Polícia conseguiu identificar o GCM Eloy como um dos autores do assassinato, por meio de relatos e confirmação de quatro testemunhas que reconheceram o GCM por fotos apresentadas.

Conforme os depoimentos dessas testemunhas, a dupla invadiu a residência e, enquanto um dos criminosos ficou na porta armado, o outro agrediu brutalmente a vítima com socos e chutes. Tudo isso aconteceu diante da presença de uma criança, filha de uma das testemunhas, que ficou aterrorizada diante da cena de violência.

Além disso, as testemunhas também relataram que um dos envolvidos impediu qualquer tentativa de intervenção por parte de outras pessoas e entregou a arma ao outro criminoso, que então atirou contra a mulher.

Em suma, o crime ocorreu por meio de uma vingança, em que os acusados alegaram que a mulher teria roubado a casa deles há cinco anos, e que foram na cada da vítima, sabendo que ela havia deixado a cadeia, para “cobrar a dívida”.

Os dois autores do crime estão presos em situação preventiva. A Polícia Civil também fez busca e apreensão na casa de ambos. O GCM Eloy foi preso um dia após o crime, no dia 15 de junho.

Na cada de Eloy havia diversas munições de calibres 380, 38 e 357, além de um coldre. Os objetos apreendidos foram enviados para perícia técnica e foram anexados ao procedimento, juntamente com os laudos locais e da vítima. As testemunhas também passaram por reconhecimento pessoal dos autores, reforçando a convicção de que eles são os responsáveis pelo homicídio qualificado.

O Guarda Municipal estava afastado das atividades há um longo período por questões de problemas de saúde mental, ao que apurado pelo Jornal Correio do Interior, ele apresentava depressão.

Por fim, ambos os acusados foram indiciados por homicídio qualificado por motivo torpe, tortura e meio cruel, bem como por impedirem a defesa da vítima. Apesar de permanecerem em silêncio durante o interrogatório, os criminosos foram encaminhados à Cadeia Pública de Capão Bonito, onde aguardam pronunciamento judicial.

A Guarda Municipal de Araçariguama não se pronunciou a respeito da prisão, e ao que esperado deve explusar o Guarda.