Gestante aguarda parto há mais de 24 horas com bolsa rompida na Santa Casa de São Roque

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Gestante Aguarda Parto Há Mais De 24 Horas Com Bolsa Rompida Na Santa Casa De São Roque

Familiares de uma jovem gestante, internada desde as 10h de terça-feira (25/03) na Santa Casa de São Roque, manifestam profunda preocupação com a condução do parto da paciente. Segundo relatos, a jovem deu entrada na unidade com a bolsa rompida, mas, após mais de 24 horas, o bebê ainda não nasceu, levantando temores sobre a segurança de ambos.

O impasse no centro obstétrico

De acordo com os acompanhantes, a equipe médica tem insistido no parto normal, apesar de as tentativas de indução não terem surtido o efeito esperado. A paciente foi submetida ao uso de soro (ocitocina) e, posteriormente, a um comprimido para estimular as contrações, mas o quadro clínico permanece estagnado.

Amigos e familiares alegam falta de posicionamento por parte da obstetra responsável.

“Ficam empurrando para ela ter parto normal, mas nada acontece. Estamos todos apreensivos e com medo de que algo pior aconteça”, afirmou um familiar em relato ao Correio do Interior.

Entenda o risco: O que é o Sofrimento Fetal?

O principal temor da família é que o bebê entre em sofrimento fetal. Tecnicamente, esse quadro ocorre quando o feto não recebe oxigênio ou nutrientes suficientes através da placenta durante o trabalho de parto.

Por que a demora é perigosa?

  • Falta de Oxigênio (Hipóxia): A interrupção ou diminuição do fluxo sanguíneo pode afetar os batimentos cardíacos do bebê.
  • Bolsa Rota: Quando a bolsa estoura e o parto demora a ocorrer, aumenta significativamente o risco de infecções tanto para a mãe quanto para a criança.
  • Mecônio: Em situações de estresse, o bebê pode liberar fezes (mecônio) no líquido amniótico, o que, se aspirado, causa graves complicações respiratórias.

O Correio do Interior, busca contato com a equipe da Santa Casa de São Roque para saber o que a equipe médica tem a dizer sobre.

Nota ao leitor: Casos de violência obstétrica ou negligência podem ser denunciados aos Conselhos Regionais de Medicina (CRM) ou às Secretarias de Saúde do município.