
Essa é mais uma das notícias em que os brasileiros não gostam de ver nos jornais, a saída de mais uma empresa que deixa o Brasil e vai para um país vizinho. Trata-se da Lupo, uma das maiores indústrias têxtil do país, fabricante de roupas, meias, cuecas, entre outras muitas peças.
A CEO da empresa, disse que vai trocar o Brasil pelo Paraguai, devido aos altos impostos que a empresa paga no Brasil.
Especificamente a empresa vai abrir uma unidade em Ciudad del Este, mas não vai deixar ou encerrar as operações em Araraquara, interior de São Paulo, em um grande galpão as margens da rodovia Washington Luís, onde segundo dados públicos da empresa, tem 4 mil funcionários, juntamente com funcionários da unidade de Pacatuba/CE e Itabuna/BA
“Não é que a Lupo foi para o Paraguai, o Brasil empurrou a gente para o Paraguai”, declarou Liliana Aufiero, CEO da empresa, em entrevista publicada neste domingo (16) pela Folha de S.Paulo. Segundo ela, os tributos comprometeram a rentabilidade das operações nacionais: “Os impostos estão comendo a operação de forma violenta”.
A fábrica em Ciudad del Este tem capacidade para produzir até 20 milhões de pares de meias por ano, representando um investimento de R$ 30 milhões e a geração de aproximadamente 110 empregos. A operação paraguaia permite à Lupo trabalhar com uma estrutura de custos pelo menos 28% menor que a brasileira.
Além da questão fiscal, a concorrência foi outro fator que influenciou a decisão da empresa. No Paraguai, uma fabricante local controlada por um empresário chinês tem atuado de forma competitiva no mercado brasileiro, vendendo produtos a preços baixos e sem investir em construção de marca. Para Liliana, era necessário obter condições semelhantes: “Se ele consegue vender no Brasil sem investir em marca, e oferecer um bom produto a um custo menor, eu tenho que ter as mesmas vantagens”.
Hoje, a Lupo conta com 9 mil funcionários, 911 franquias, nove lojas próprias, cinco fábricas e três centros de distribuição. O faturamento da empresa em 2024 foi de R$ 1,85 bilhão.

Jornalista com mais de 9 anos de experiência, estudou na faculdade ESACM, e trabalhou no jornal impressos O Democrata, com circulação na região de São Roque, interior de São Paulo, bem como trabalhou na televisão, na REDETV em Osasco, sendo produtor do RedeTV News, trabalhou por um período no São Roque Notícias em 2011, e fundou o popular jornal Correio do Interior em 2016. Em 2020 tornou-se correspondente do Metrópoles no interior de São Paulo. Ainda em 2020 foi convidado pelo Google Brasil a participar do Google News Initiative (GNI) para aprimorar-se em boas práticas do jornalismo digital. Como jornalista é especialista em assuntos de vagas de trabalho, noticias locais e conteúdos de editoria regional e policial.




