Cadela rottweiler é morta a tiros por vizinho em São Paulo e situação gera revolta

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Uma cadela da raça Rottweiler, com aproximadamente um ano de idade, perdeu a vida na noite de sexta-feira (24/04) após ser baleada na cabeça por um vizinho na zona oeste de São Paulo. O caso, que ocorreu por volta das 20h30, gerou comoção entre moradores da região e reavivou o debate sobre a segurança de animais domésticos e os limites do uso de força contra cães em áreas urbanas.

De acordo com relatos coletados pela mídia local, o suspeito é um tenente aposentado que teria provocado a cadela intencionalmente. Segundo o tutor do animal, Felipe, o vizinho se dirigiu ao portão da casa levando seus próprios cães, de porte pequeno, para provocar a Rottweiler. “Ele foi direto no meu portão, pra deixar o cachorro [dele] cheirar. Aí no momento eu falei ‘moço, não’, aí já era. Aí não dá tempo. Não dá tempo de eu pegar. Eu acho que ele já tava com a arma na mão”, relatou Felipe em vídeo divulgado pela imprensa, expressando seu desespero diante da situação.

Conforme descrito nos relatos, a cadela conseguiu abrir o portão após latir insistentemente e bater a cabeça na estrutura. Nesse momento, o vizinho disparou contra o animal. A advogada animalista Giuliana di Schiavi, que esteve no local do incidente, forneceu detalhes técnicos sobre os disparos. “O cara não deixou ele [o tutor] fazer a contenção e deu três tiros ali, à queima roupa. E a perícia inclusive veio e comprovou: é um tiro separado do outro; um pegou no chão, ela se afastou, mas mesmo assim ele ainda deu dois tiros na cabeça da cadela”, explicou a profissional do direito animal.

O aspecto mais relevante destacado pela especialista diz respeito à ausência de agressividade comprovada por parte da cadela. “Não tem mordedura, não tem nada que mostre aparentemente ali alguma agressão da parte dela”, afirmou Di Schiavi, sugerindo que o animal não havia atacado efetivamente o vizinho ou seus cães antes de ser alvejado. A cadela faleceu após caminhar alguns metros do local onde foi baleada.

Segundo informações divulgadas, o tenente aposentado teria o hábito de provocar cães no bairro, sugerindo um padrão de comportamento que pode ter contribuído para o incidente fatal. Esse aspecto levanta questões sobre responsabilidade civil e a possibilidade de ações preventivas por parte das autoridades locais para evitar situações semelhantes.

A morte da Rottweiler ocorreu em um contexto específico: o homem teria incentivado seus próprios cachorros a se aproximarem da residência onde a cadela vivia, uma ação que poderia ser interpretada como provocação deliberada. O tutor tentou intervir verbalmente, pedindo ao vizinho para não aproximar seus animais, mas não teve tempo de conter sua cadela antes dos disparos.

Implicações Legais e de Bem-Estar Animal

O caso levanta questões importantes sobre os limites legais do uso de armas de fogo contra animais domésticos em áreas urbanas densamente povoadas. Enquanto proprietários têm direito à legítima defesa em situações de risco, a ausência de agressão comprovada por parte da Rottweiler questiona se o uso de força letal era proporcional à ameaça apresentada.

A perícia realizada no local confirmou que foram disparados três tiros, com um atingindo o solo, indicando que o animal havia se afastado após o primeiro disparo. Apesar disso, o suspeito continuou atirando, resultando em dois tiros adicionais que atingiram a cabeça do animal