CADE ainda avalia venda da CBA para Chinalco – CCA

Consórcio formado pela chinesa Chinalco e pela anglo-australiana Rio Tinto aguarda aval regulatório para assumir o controle da centenária Companhia Brasileira de Alumínio.

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Cade Ainda Avalia Venda Da Cba Para Chinalco - Cca

O cenário industrial brasileiro caminha para uma de suas maiores transformações da década. Após o anúncio oficial realizado em 29 de janeiro de 2026, a venda do controle da CBA (Companhia Brasileira de Alumínio) pela Votorantim entrou em sua fase decisiva. Atualmente, o processo está sob análise do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), órgão responsável por garantir que a transação não prejudique a livre concorrência no mercado nacional.

Os detalhes da negociação

A transação envolve a venda da totalidade da participação da Votorantim na empresa — o equivalente a 68,596% do capital total e votante. O comprador é uma joint venture de peso internacional, unindo a expertise da chinesa Chinalco (Chalco) e da gigante anglo-australiana Rio Tinto.

O valor do negócio foi fixado em aproximadamente R$ 4,7 bilhões. Embora o contrato já tenha sido assinado, a efetivação da troca de comando depende estritamente da aprovação dos órgãos reguladores e do cumprimento de condições contratuais habituais para operações deste porte.

O Futuro na B3: OPA e Tag Along

Com a mudança do controle acionário, os acionistas minoritários que detêm ações da CBA na bolsa de valores (B3) devem ficar atentos. Seguindo a legislação brasileira e as regras de mercado, as compradoras deverão realizar uma Oferta Pública de Aquisição (OPA).

  • Direito de Tag Along: Os minoritários terão o direito de vender suas ações por 80% do valor pago por ação aos controladores.
  • Fechamento de Capital: Existe a possibilidade real de a CBA deixar a listagem da B3. Caso a Chinalco e a Rio Tinto atinjam a titularidade de mais de 95% do capital social após a OPA, a empresa poderá fechar seu capital, tornando-se uma companhia privada.

Impacto no Mercado de Alumínio

A CBA é um dos ativos mais estratégicos do setor mineral brasileiro, possuindo operações integradas que vão desde a mineração de bauxita até a produção de embalagens e soluções para a construção civil. A entrada definitiva da Chinalco e da Rio Tinto no controle da companhia sinaliza um forte interesse asiático e europeu nos recursos naturais e na capacidade industrial do Brasil.

Enquanto o CADE avalia os impactos da concentração de mercado, o setor aguarda o desfecho da análise, que determinará os rumos da produção de alumínio primário no país para os próximos anos.