Atendente de necrotério é preso ao usar celular de morto para fazer Pix de R$ 7 mil

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Atendente De Necroterio E Preso Ao Usar Celular De Morto Para Fazer Pix De R 7 Mil

Um funcionário do Instituto Médico Legal (IML) de Santos, no litoral de São Paulo, foi preso preventivamente pela Corregedoria da Polícia Civil. Daniel Nathan Ribeiro Andrade, de 36 anos, é investigado sob a suspeita de ter utilizado o telefone celular de um homem recém-falecido para acessar o aplicativo do banco e transferir R$ 7 mil para a sua própria conta corrente via Pix.

O crime ocorreu logo após a chegada do corpo da vítima — um motociclista — à unidade policial, por volta das 3h30 da manhã. O comprovante bancário da transação aponta que a transferência eletrônica foi efetuada poucas horas depois, precisamente às 6h49. Daniel trabalhava na instituição desde 2013 como atendente de necrotério.

Descoberta por acaso

O caso veio à tona graças à desconfiança da viúva do motociclista. No dia 24 de maio, ela compareceu a uma agência bancária com o objetivo de encerrar a conta do falecido marido. Ao analisar o extrato, a mulher foi surpreendida por um saldo negativo inesperado e notou a transferência realizada em um horário no qual o companheiro já havia morrido.

Intrigada, a viúva realizou uma busca na internet com o nome do favorecido da transação e descobriu que o titular da conta recebedora era funcionário do IML de Santos, local para onde o corpo do marido havia sido encaminhado. Além disso, ela relatou que, ao reaver o celular do companheiro, notou que o histórico de mensagens e mídias do WhatsApp havia sido apagado e que a última visualização no aplicativo constava como sendo às 8h22 do dia do falecimento.

Prisão e crimes investigados

Após a denúncia, que foi inicialmente registrada no 3º Distrito Policial de Santos e depois encaminhada para a Corregedoria da Polícia Civil, a Justiça expediu o mandado de prisão preventiva contra o servidor público.

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que o funcionário responderá por suspeita de:

  • Peculato
  • Furto
  • Fraude eletrônica
  • Destruição de vestígios probatórios (pelo apagamento das mensagens do aparelho)

Em nota oficial, a Superintendência da Polícia Técnico-Científica (SPTC) reforçou que acompanha o andamento do caso e declarou que “não compactua com desvios de conduta”, garantindo que todas as medidas administrativas e disciplinares cabíveis já estão sendo adotadas contra o atendente.