
Centenas de famílias assistidas pela Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Votorantim foram surpreendidas com a interrupção das atividades escolares e terapêuticas nesta semana. A instituição, que é referência há mais de 30 anos no atendimento a pessoas com deficiência intelectual e múltipla, alega que a asfixia financeira causada por atrasos nos repasses municipais tornou a operação insustentável.
A suspensão, iniciada na quarta-feira (12), não tem data para terminar. Segundo a diretoria, a medida foi “extrema, mas necessária” para garantir a segurança dos assistidos, uma vez que a falta de verbas comprometeu o pagamento de profissionais e a manutenção básica dos serviços.
Em um detalhamento divulgado nesta sexta-feira (13), a Apae expôs a gravidade da situação contábil. Segundo a entidade, o cronograma de pagamentos da Prefeitura de Votorantim apresenta falhas críticas:
- Atraso Crônico: A parcela referente a dezembro de 2024 só foi quitada em janeiro de 2025.
- Déficit de Repasses: Das 12 parcelas anuais previstas no convênio vigente, a instituição afirma ter recebido apenas oito.
- Incerteza Jurídica: Até o momento, a renovação do convênio para o ano de 2026 ainda não foi formalizada pelo Executivo, deixando a entidade em um “limbo” administrativo.
A diretoria ressaltou que, em gestões anteriores, o fluxo de caixa sempre foi respeitado, permitindo o planejamento das atividades.
Impacto nas Famílias e Equipe Reduzida
Antes da suspensão total, a Apae tentou manter o acolhimento operando com uma equipe reduzida. No entanto, o número de funcionários que permanecem na ativa tornou-se insuficiente para garantir a qualidade e a segurança exigidas para o atendimento especializado.
“Reafirmamos nosso compromisso com a transparência e o respeito aos profissionais, mas não há como seguir sem o cumprimento do que foi pactuado pelo poder público”, diz trecho da nota oficial da instituição.
A Prefeitura de Votorantim foi procurada para esclarecer os motivos dos atrasos e apresentar um cronograma de regularização dos pagamentos. Até o fechamento desta edição, não houve qualquer retorno oficial por parte da administração municipal.
Enquanto o impasse continua, as famílias dos alunos assistidos seguem sem previsão de retorno das aulas e terapias, essenciais para o desenvolvimento dos pacientes.

Jornalista com mais de 9 anos de experiência, estudou na faculdade ESACM, e trabalhou no jornal impressos O Democrata, com circulação na região de São Roque, interior de São Paulo, bem como trabalhou na televisão, na REDETV em Osasco, sendo produtor do RedeTV News, trabalhou por um período no São Roque Notícias em 2011, e fundou o popular jornal Correio do Interior em 2016. Em 2020 tornou-se correspondente do Metrópoles no interior de São Paulo. Ainda em 2020 foi convidado pelo Google Brasil a participar do Google News Initiative (GNI) para aprimorar-se em boas práticas do jornalismo digital. Como jornalista é especialista em assuntos de vagas de trabalho, noticias locais e conteúdos de editoria regional e policial.




