
Um grupo de alunos do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) vive um momento de tensão e luto. Um manifesto divulgado por alunos e compartilhado nas redes sociais expõe a indignação dos estudantes diante da decisão da instituição de manter a rotina de aulas inalterada após o falecimento de uma professora da unidade – Marcela Raboni
Segundo o relato, o velório da educadora — descrita como alguém que dedicou vida e energia ao aprendizado dos alunos — foi agendado para o dia seguinte a sua morte. No entanto, a direção teria optado por não suspender as atividades, exigindo o cumprimento normal do cronograma escolar, o que acabou gerando revolta dos alunos.
Pelas redes sociais, o grupo de alunos, destacou que a diretoria do SENAI teve uma falta de acolhimento. Os alunos afirmam que não houve espaço para o luto, pausa ou qualquer tipo de acolhimento institucional para alunos e colegas de trabalho abalados com a perda.
“É sobre permitir que alunos e professores possam viver o luto […]. É entender que estamos falando de pessoas, não de engrenagens que continuam rodando independente de qualquer coisa”, diz um trecho da nota.
Os estudantes também apontam uma contradição entre o discurso e a prática da entidade. O manifesto ressalta que, embora a instituição supostamente promova debates sobre saúde emocional e acolhimento, teria “virado as costas” e “fingido que está tudo normal” no momento em que os alunos mais precisavam de empatia.
O desabafo publicado nas redes sociais ainda causou impacto com o uso da frase “Se o SENAI não tem luto, nós temos”. A mensagem reforça que, para o corpo discente, a paralisação não seria uma questão de regra ou presença, mas de respeito à memória de quem fez parte da história deles.
Até o fechamento desta matéria, o SENAI Alumínio não se manifestou sobre, bem como a instituição não havia emitido um comunicado público respondendo às críticas sobre a gestão do luto na unidade escolar.

Jornalista com mais de 9 anos de experiência, estudou na faculdade ESACM, e trabalhou no jornal impressos O Democrata, com circulação na região de São Roque, interior de São Paulo, bem como trabalhou na televisão, na REDETV em Osasco, sendo produtor do RedeTV News, trabalhou por um período no São Roque Notícias em 2011, e fundou o popular jornal Correio do Interior em 2016. Em 2020 tornou-se correspondente do Metrópoles no interior de São Paulo. Ainda em 2020 foi convidado pelo Google Brasil a participar do Google News Initiative (GNI) para aprimorar-se em boas práticas do jornalismo digital. Como jornalista é especialista em assuntos de vagas de trabalho, noticias locais e conteúdos de editoria regional e policial.




