Advogada destaca que agora avós e padastros podem deixar pensão do INSS para enteados e sobrinhos

Nova Lei Previdenciária Reconhece Dependência de Netos, Sobrinhos e Enteados: Entenda os Impactos

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Advogada Destaca Que Agora Avós E Padastros Podem Deixar Pensão Do Inss Para Enteados E Sobrinhos
Dra. Carla Reis.

A recente sanção da Lei 15.108/2025, ocorrida em março, trouxe avanços significativos para famílias brasileiras que vivem em arranjos não tradicionais. A nova legislação amplia o reconhecimento de dependência previdenciária no âmbito do INSS, garantindo proteção a menores criados por avós, tios, madrastas e padrastos.

Em entrevista ao jornal Correio do Interior, a advogada Dra. Carla Reis, explicou que a norma corrige uma lacuna histórica ao equiparar o menor sob guarda judicial a filho para fins de benefícios como a Pensão por Morte. “É uma conquista importante para famílias que, embora não sigam o modelo tradicional, exercem papel parental e garantem o sustento e cuidado dessas crianças e adolescentes”, afirmou.

Quem passa a ser equiparado a filho?

Segundo a Dra. Carla Reis, a nova lei estabelece que o direito à pensão e outros benefícios do INSS se estende aos seguintes menores:

  • Menores sob Guarda Judicial: Inclui netos, sobrinhos ou qualquer criança ou adolescente sob guarda legal de avós, tios ou outros responsáveis.
  • Enteados: Já reconhecidos anteriormente, agora passam a ter equiparação reforçada e padronizada.
  • Menores sob Tutela: Também passam a ter seus direitos previdenciários garantidos.

Atenção: O benefício não é automático!

A advogada alerta que, para que o menor seja reconhecido como dependente e tenha direito à pensão, é necessário cumprir dois requisitos fundamentais:

  1. Declaração Formal de Dependência: O segurado (guardião, avô, tio ou padrasto) deve registrar formalmente a dependência no INSS.
  2. Comprovação de Dependência Econômica: É preciso demonstrar que o menor não possui meios próprios de sustento e educação.

“Essa formalização é essencial para garantir o direito. Sem ela, mesmo que o menor esteja sob guarda, o INSS pode negar o benefício”, reforça Dra. Carla.

Proteção Integral à Infância

A nova legislação é vista como uma vitória para a proteção integral de crianças e adolescentes, especialmente em contextos familiares diversos. “Estamos falando de crianças que, muitas vezes, são criadas com amor e responsabilidade por parentes próximos, mas que até então não tinham respaldo legal para acessar benefícios previdenciários”, conclui a advogada.

Essa mudança representa mais do que uma nova regra: é o reconhecimento legal de vínculos afetivos que sustentam milhares de lares brasileiros.