
Moradores de um condomínio no bairro Jardim Porto Novo, em Porto Ferreira, cidade vizinha a São Carlos, interior de São Paulo, denunciam a existência de um suposto abate clandestino em uma chácara vizinha. O cenário descrito pelas famílias inclui forte odor de decomposição, presença constante de urubus e o surgimento de animais peçonhentos, além de poluição sonora causada pelos animais mantidos no local.
Segundo os relatos, a propriedade vizinha abriga galpões antigos que seriam utilizados para o abate irregular. A comerciante Renata Oliveira afirma que a movimentação ocorre frequentemente durante a noite e aos finais de semana. Ela relata que o local já foi usado para o abate de gado no passado e que, mais recentemente, o proprietário passou a criar e abater porcos e frangos. O descarte inadequado de carcaças em valas a céu aberto estaria atraindo ratos e urubus para a vizinhança.
Além da questão do abate, o acúmulo de carcaças de veículos agrava a situação. Onze carros abandonados na chácara, próximos ao muro do condomínio, têm servido de criadouro para escorpiões, aranhas e cobras. O morador Leandro Gentina relata que aranhas da espécie armadeira já foram encontradas em residências próximas, aumentando o temor pela segurança das famílias.
A Prefeitura de Porto Ferreira, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Zeladoria (Semaz), confirmou que já realizou fiscalizações no imóvel. Em vistorias feitas no final de 2025, veterinários constataram que animais eram mantidos em condições insalubres e confirmaram o mau cheiro. Embora uma fiscalização em dezembro tenha apontado regularização temporária, novas denúncias foram protocoladas em abril de 2026.
Atualmente, a administração municipal tenta localizar o proprietário para uma nova inspeção. Uma notificação via carta registrada foi emitida com prazo de cinco dias para manifestação do responsável. Os moradores, no entanto, demonstram preocupação com a saúde pública, questionando o destino das carnes processadas sem fiscalização sanitária e criticando a falta de cooperação do dono da chácara, que evita reuniões para resolver o conflito.

Jornalista com mais de 9 anos de experiência, estudou na faculdade ESACM, e trabalhou no jornal impressos O Democrata, com circulação na região de São Roque, interior de São Paulo, bem como trabalhou na televisão, na REDETV em Osasco, sendo produtor do RedeTV News, trabalhou por um período no São Roque Notícias em 2011, e fundou o popular jornal Correio do Interior em 2016. Em 2020 tornou-se correspondente do Metrópoles no interior de São Paulo. Ainda em 2020 foi convidado pelo Google Brasil a participar do Google News Initiative (GNI) para aprimorar-se em boas práticas do jornalismo digital. Como jornalista é especialista em assuntos de vagas de trabalho, noticias locais e conteúdos de editoria regional e policial.




