
A Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) foi vendida nesta quinta-feira (29) em uma operação avaliada em R$ 10,7 bilhões, representando a maior transação do setor nos últimos 15 anos. A joint venture formada pela Chinalco, da China, e Rio Tinto, anglo-australiana, adquiriu 68,6% do controle acionário do Grupo Votorantim.
Detalhes Estratégicos da Operação
O negócio estabelece um preço de R$ 10,50 por ação, representando um expressivo prêmio de 74% em relação à média dos últimos 90 pregões. A transação não apenas sinaliza uma mudança significativa na estrutura acionária da CBA, mas também representa a entrada estratégica da Chinalco no mercado latino-americano.
Aspectos Financeiros
A avaliação total da CBA alcança R$ 6,8 bilhões em equity value, com um enterprise value de R$ 10,7 bilhões. O múltiplo EV/EBITDA projetado para 2026 gira em torno de 6x, indicando uma precificação robusta para o setor de alumínio.
Próximos Passos Regulatórios
A conclusão da operação depende de aprovações regulatórias fundamentais, incluindo:
Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade)
Autoridades antitruste da China
Autoridades antitruste da Alemanha
Autoridades antitruste da Coreia do Sul
Autoridades antitruste do Uruguai
Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel)
Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE)
Estratégia Internacional
Para a Chinalco, esta aquisição representa uma entrada significativa na América Latina, permitindo o acesso a uma operação verticalmente integrada que compreende:
Mineração de bauxita
Refino
Fundição
Fabricação de produtos de alumínio primário
Contexto Histórico
A transação supera a anterior maior operação do setor, quando a Hydro comprou o negócio de alumínio da Vale por US$ 5 bilhões em 2010.
Próximas Etapas
A joint venture planeja realizar uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) para adquirir os 31,4% restantes das ações em circulação, completando potencialmente o controle total da companhia.
Impacto para o Mercado
A venda representa um movimento estratégico significativo, sinalizando o interesse crescente de investidores internacionais no setor de mineração e metalurgia brasileiro.
Esta transação não apenas reposiciona a CBA no cenário internacional, mas também destaca a atratividade das empresas brasileiras para investidores globais, especialmente no setor de commodities metálicas.
A operação demonstra a capacidade do Brasil de atrair investimentos estrangeiros de grande porte, mesmo em um contexto econômico desafiador.

Jornalista com mais de 9 anos de experiência, estudou na faculdade ESACM, e trabalhou no jornal impressos O Democrata, com circulação na região de São Roque, interior de São Paulo, bem como trabalhou na televisão, na REDETV em Osasco, sendo produtor do RedeTV News, trabalhou por um período no São Roque Notícias em 2011, e fundou o popular jornal Correio do Interior em 2016. Em 2020 tornou-se correspondente do Metrópoles no interior de São Paulo. Ainda em 2020 foi convidado pelo Google Brasil a participar do Google News Initiative (GNI) para aprimorar-se em boas práticas do jornalismo digital. Como jornalista é especialista em assuntos de vagas de trabalho, noticias locais e conteúdos de editoria regional e policial.







