Vídeo mostra como ficou casa invadida por serial killer Lázaro Barbosa

Igor Juan

17 de junho de 2021
Atualização:17 jun 2021 às 19:41

Na madrugada desta quarta-feira (16), Lázaro Barbosa, conhecido como o serial killer do DF, invadiu uma fazenda cerca de 8km de Edilândia, em Goiás. Ele conseguiu escapar de uma força tarefa de mais de 400 policiais que vasculharam matas e rios a noite inteira.

Em um vídeo divulgado, a dona da propriedade mostra como o assassino deixou sua casa após cozinhar e procurar o que roubar.

A família tinha deixado a chácara por medo de que o maníaco aparecesse: “Ele entrou lá para fazer comida. Ainda quebrou a porta, mas não tinha ninguém. Ele pegou o que quis, a casa estava abastecida de comida. Dá a entender que ele estava muito tranquilo”, revelou um morador não identificado.

As buscas continuam e imagens mostram a dimensão da operação

Registros mostram que as forças de segurança estão concentradas agora em Girassol, outro Distrito de Cocalzinho de Goiás.

O secretário de Segurança Pública de Goiás, Rodney Miranda, afirmou que a base de operações acaba de receber mais pistas sobre o paradeiro do foragido, confirmando a invasão da chácara e revelando que uma camisa foi encontrada na mata.

O policial militar baleado por Lázaro durante confronto que salvou uma família de três pessoas feita refém, recebeu alta do hospital nesta quarta-feira (16), segundo a Secretaria de Segurança Pública de Goiás.

Vítima conta detalhes do sequestro e violência sexual que sofreu em 2009

Em entrevista à revista Época via jornal Extra, uma mulher revelou os momentos de terror que passou após ser sequestrada e violentada por Lázaro e seu irmão Deusdete, que foi assassinado há cinco anos.

“Foram muito violentos, a todo tempo. Fiquei toda cortada, as pernas cortadas, o corpo cortado no mato porque estava frio, estava molhado o mato, cheio de espinhos. São coisas assim que jamais vou esquecer. Momentos muito cruéis mesmo. Eu tinha certeza que ia morrer porque eles me colocaram perto do córrego, igual como fizeram com a Cleonice, da família Vidal, e ele simplesmente virou a arma para a minha cabeça e falou que ia me matar porque eu tinha visto o rosto deles. Até então eles não tinham tirado o capuz lá na chácara. Só tiraram para mim, no mato. Então eu tinha certeza que ia morrer”, relembrou.

A vítima é moradora de Ceilândia, no Distrito Federal, mesmo lugar onde o assassinato cruel de Cleonice aconteceu no último dia 12 junho.

Ela conta que escapou após os irmãos ficarem cercados por uma ação policial e pensa que o fato de ter dito que seu sonho era ter um filho causou piedade nos criminosos.

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