
A Câmara Municipal de Mairinque rejeitou o Requerimento nº 96/2025, um documento que pedia à Prefeitura informações detalhadas sobre um Pregão Eletrônico de R$ 8.042.124,06 para a contratação de equipamentos para eventos e festividades. A decisão, que contou com 10 votos contra e apenas 2 a favor, impediu que a população tivesse acesso a informações cruciais sobre o uso do dinheiro público em itens que não são prioridade no momento.
A votação, na prática, esconde as respostas que o Poder Executivo teria que dar sobre os questionamentos levantados.
O requerimento, de autoria do Vereador Alexandre Peixinho, apontava para questões de economicidade, transparência e competitividade do processo licitatório.
Os questionamentos do requerimento de autoria do vereador Peixinho, rejeitado, são, por exemplo:
A justificativa para a estimativa de quantitativos considerados exorbitantes, como 800 diárias de mão de obra.
Os motivos para a proibição de empresas em consórcio, que pode limitar a participação na licitação.
O estudo que comprove que as exigências de qualificação técnica são indispensáveis e não restringem indevidamente o universo de licitantes.
A explicação para a indicação de marcas específicas de produtos como referência no edital.
Além disso, entre os pontos que a população não terá acesso, devido à rejeição, estão as justificativas para o gasto de dinheiro em itens como a locação de carrinhos de pipoca e algodão-doce, que estão incluídos no lote 18 do edital.
A “Blindagem” em Votações se Torna uma Prática Recorrente
A rejeição do requerimento, que é uma ferramenta fundamental de fiscalização, não é um fato isolado e se mostra como uma prática comum na Câmara de Mairinque. Os mesmos vereadores que rejeitaram o Requerimento nº 96/2025 já haviam votado contra a fiscalização do Poder Executivo em administrações passadas. Na legislatura anterior, sob o comando do prefeito Gemente, os vereadores Túlio Camargo, Paulo Marrom, Biula, Jackson e André da Terraplanagem votavam para rejeitar denúncias e requerimentos, ajudando a proteger o prefeito de questionamentos sobre irregularidades, o que dificultava a fiscalização.
Com a rejeição, o grupo de 10 vereadores (listados a seguir) impediu que o atual prefeito seja questionado sobre a forma como o dinheiro público é gasto em questões que, para a população, podem não ser consideradas urgentes.
Os vereadores que eejeitaram o Requerimento
A lista dos vereadores que votaram contra o requerimento, ajudando a “blindar” o prefeito de questionamentos, é a seguinte:
- Túlio Camargo (líder da base)
- Paulo Marrom
- Edicarlos da Padaria
- Biula
- Cris Pneus
- Rogério Mecânico
- Galego da Funilaria
- Wilian Mendes
- André da Terraplanagem
- Jackson
Embora Rafael da Hípica não vote, por ser presidente, ele também faz parte da base do prefeito, e em decisões de desempate, em geral, vota também blindando o prefeito Thomaz.

Jornalista com mais de 9 anos de experiência, estudou na faculdade ESACM, e trabalhou no jornal impressos O Democrata, com circulação na região de São Roque, interior de São Paulo, bem como trabalhou na televisão, na REDETV em Osasco, sendo produtor do RedeTV News, trabalhou por um período no São Roque Notícias em 2011, e fundou o popular jornal Correio do Interior em 2016. Em 2020 tornou-se correspondente do Metrópoles no interior de São Paulo. Ainda em 2020 foi convidado pelo Google Brasil a participar do Google News Initiative (GNI) para aprimorar-se em boas práticas do jornalismo digital. Como jornalista é especialista em assuntos de vagas de trabalho, noticias locais e conteúdos de editoria regional e policial.







